Brasil

23/11/2017 10:23

Eu ia morrer? Tenho 2 filhos pra criar, diz PM em vídeo após ter matado adolescente armado com faca; veja

 

 

Uma moradora de Navegantes, no Litoral Norte, gravou uma conversa com os policiais envolvidos na morte de um adolescente de 15 anos a tiros, ocorrida na sexta-feira (17). Ele foi morto na frente de casa pela Polícia Militar em atendimento a uma ocorrência de briga familiar. O garoto estaria armado com uma faca e ameaçando os pais quando foi alvejado.

O vídeo foi exibido no Jornal do Almoço na segunda-feira (20). A moradora questiona a conduta dos policiais. Os PMs dizem que o garoto estava armado e que poderia feri-los. O policial militar que disparou contra o menino com uma arma letal afirma: “O que que eu ia fazer? Eu ia ser esfaqueado, eu ia morrer? Eu tenho dois filhos pra criar. Eu tenho segundos ali”.

Segundo a Polícia Militar, o policial que atirou com arma de fogo tem sete anos de experiência na rua e “ficou abalado e passou por atendimento psicológico no final de semana”. Um inquérito policial militar foi aberto. Já na Polícia Civil, o delegado Rodrigo Coronha afirma ter ouvido os dois PMs e está em andamento com o inquérito civil nesta segunda.

Na sexta-feira, a PM divulgou nota na qual dizia que o adolescente, após ter sido atingido por balas de borracha, levou três tiros de munição letal. Essa informação ainda não foi confirmada pela Polícia Civil, mas a instituição disse que um dos disparos letais acertou o pescoço da vítima.

Ao todo, nove projéteis de arma não letal foram encontrados no chão do local, disse a defesa da família.

O diálogo do vídeo

PM 2: Tá, e ele ia vir pra cima de mim e eu o que que eu ia fazer? Eu ia ser esfaqueado, eu ia morrer? Eu tenho dois filhos pra criar. Eu tenho segundos ali. O cara chegou a dois metros de mim, eu não tenho mais o que fazer. Se a borracha não resolveu…eu não tinha mais o que fazer.

PM 1: A senhora viu que eu atirei de borracha nele e ele continuou vindo? Eu descarreguei a espingarda.

Moradora: Na verdade eu vi tu dar um e tu sacar ela de novo…

PM 2: Ele descarregou, ele não tinha mais a munição. O que a gente ia fazer? Como o senhor queria, pegar na mão a faca?

PM 2: A senhora viu o tamanho da faca? Por que o pessoal chamou, se ele é doente mental? A gente não sabia que ele era doente mental. Ele vira pra mim e fala: “atira, pode atirar, eu não tenho medo de vocês.” Ele vem pra cima de mim.

Moradora: Tá, e quem foi que chamou?

PM 2: Não sei quem chamou, mas eu tava aqui, não tinha mais como recorrer, não tinha como imobilizar.

Briga por ‘comer rápido demais’

A família afirmou que vai processar a polícia e o estado. Os irmãos da vítima, de 10 e 13 anos, assistiram ao conflito e à morte do portão de casa.

“Ele, como qualquer adolescente, após o almoço da família, quis logo sair de casa, acompanhar a namorada até a escola, em razão disso começou a discussão familiar. A faca ele pegou na rua. Um estabelecimento próximo à casa da família. Nesse meio tempo o pai chamou a polícia porque viu que queria que ajudassem no diálogo com o Gabriel para acalmar a criança, o adolescente, que eles não estavam conseguindo”, disse a advogada da família, Marina Mortiz.

“Era um adolescente normal, participava da vida da comunidade, era coroinha da igreja, um bom aluno, era um adolescente, muitos amigos, que foram ao velório, ele fazia tratamento para epilepsia, ele tomava medicamento apenas para essa doença”, completou a advogada.


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