⚖️ Homem morto por tiro ao subir em muro: vizinho é condenado a 19 anos de prisão

Após mais de 12 horas de julgamento, o réu Agnaldo da Silva Orosco foi condenado a 19 anos e três meses de prisão, em regime fechado, pela morte de Bruno Emídio da Silva Júnior, de 33 anos.
O crime ocorreu em março de 2024, no distrito de Pirapó, em Apucarana, no norte do Paraná. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (5), no Fórum de Apucarana.
🔫 Crime foi motivado por banalidade
Agnaldo foi considerado culpado por homicídio qualificado, com duas agravantes:
- Motivo fútil
- Recurso que impossibilitou a defesa da vítima
Segundo as investigações, Bruno foi atingido no rosto por um disparo de arma de fogo no momento em que subia no muro para observar o imóvel vizinho, após ouvir barulhos durante uma confraternização familiar.
Câmeras de segurança registraram o exato instante em que ele foi alvejado.
🍖 Vítima participava de churrasco com familiares
Testemunhas relataram que Bruno participava de um churrasco com familiares e a namorada, na casa dos tios.
Por volta das 22h40, os presentes ouviram barulhos que acreditaram ser bombinhas. Curioso, Bruno subiu em um varal e colocou a cabeça por cima do muro para verificar a situação — momento em que foi baleado fatalmente.
De acordo com o delegado André Luís Garcia, a perícia constatou diversas marcas de tiros na residência de Agnaldo, indicando que outros disparos também foram feitos.
No local, foram apreendidas:
- Uma espingarda calibre 12
- Uma pistola 380
- Munições intactas e deflagradas
Bruno morreu na hora, apesar das tentativas de socorro feitas por familiares e pela equipe do Samu.
🚔 Réu fugiu após o crime, mas se apresentou depois
Logo após o disparo, Agnaldo fugiu, apresentando-se à polícia dois dias depois.
O mandado de prisão preventiva foi expedido em 13 de março de 2024.
Durante o julgamento, o réu alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que acreditava estar sendo vítima de invasão.
⚖️ Defesa pretende recorrer
Em nota oficial, a defesa de Agnaldo informou que irá analisar a sentença e não descarta recorrer da decisão.
“A defesa de Agnaldo da Silva Orosco inicia imediatamente o estudo minucioso do quantum da pena fixada. Esta análise é indispensável para verificar a estrita observância aos parâmetros legais da individualização da pena”, diz o comunicado.
Até a última atualização, a família da vítima não havia se manifestado sobre o resultado do júri. 