Delegado detalha como criminosos usavam moradores de rua para abrirem contas em bancos

O delegado Swami Otto, titular da Delegacia Especializada em Repressão às Fraudes (Defraude), durante coletiva, na manhã desta segunda-feira (19), deu detalhes sobre a Operação Ástegos, deflagrada para prender integrantes de organização criminosa que aliciava moradores de rua para abrir contas bancárias com documentos falsos em Porto Velho.

As investigações começaram há pouco mais de um mês, a partir de uma prisão em flagrante feita pela Defraude.

Segundo o titular, dois homens, que foram identificados durante as investigações, e estavam diretamente ligados ao crime, foram presos nesta manhã. Um deles já teria sido preso pelo mesmo ato criminoso.

O delegado explicou que os alvos da operação, para não chamar muito a atenção, chegavam a arrumar os moradores de rua, para que eles ficassem com uma boa aparência na hora de tirar a foto para colocar no documento falso. 

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Os criminosos ofereciam dinheiro a eles, alguns eram usuários de drogas, para que fossem até a agência bancária abrir contas usando documentação falsa. “Não tinha um valor certo a oferecer, dependia muito da negociação entre os moradores de rua e os investigados”, disse Swami Otto.

Nesta manhã, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, os investigadores apreenderam duas armas de fogo, munições, aparelhos celulares e RGs já impressos, prontos para a confecção de documentos falsos. 

O caso segue em investigação para saber se há o envolvimento de mais pessoas na prática criminosa e se os alvos da operação chegaram a fazer empréstimos em nome de moradores de rua, usando documentação falsa.

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