Juíza cita R$ 1,3 milhão apreendido e mantém prisão de empresário que desviava bebidas da Ambev

O empresário Leandro Queiroz Gontijo, principal alvo da Operação Ceres e proprietário da distribuidora em Cuiabá que é investigada por receber cargas de cervejas desviadas da Ambev, teve a prisão em flagrante convertida para preventiva em audiência de custódia realizada na quinta-feira (14).

Na decisão, a juíza Suzana Guimarães Ribeiro, da 6ª Vara criminal de Cuiabá, apontou que a investigação contra Leandro está em andamento e citou o montante de R$ 1,3 milhão em espécie apreendido em sua distribuidora.

“Chega-se à inferência de que a custódia do flagrado é medida que se impõe, por ora, eis que há investigação em andamento contra o autuado”, aponta.

De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos da Capital, os desvios das bebidas alcoólicas das marcas Budweiser, Skol, Antártica, Brahma e Stella Artois, produzidas pela cervejaria Ambev, instalada na Capital, eram feitos por funcionários da fábrica e de duas empresas que prestam serviços de logística à fabricante.

Os lotes de cervejas seguiam, então, para os receptadores. A principal era  distribuidora de Leandro, que fica na Avenida Arquimedes Pereira Lima, no bairro Jardim Renascer. Dois funcionários do empresário tinham conhecimento do esquema criminoso, segundo a polícia.

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Na casa do dono da distribuidora, a Polícia Civil encontrou R$ 1,381 milhão escondidos em uma caixa térmica. O dinheiro foi apreendido. Leandro foi preso em flagrante por receptação qualificada.

Informações fornecidas pela fabricante de bebidas, a partir do sistema de controle de inventário, apontaram um prejuízo estimado em quase R$ 12,8 milhões.

A Operação Ceres cumpriu 48 ordens judiciais na capital, entre busca e apreensão em endereços, apreensões de aparelhos celulares e computadores, arresto de bens móveis, quebras de sigilos bancário e fiscal e ordem de penhora no valor de R$ 12,782 milhões em desfavor dos investigados.

Os integrantes podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, receptação qualificada e falsidade ideológica.