Júri de Ronaldo Fronteira será nesta quinta, em Ji-Paraná; pai de Laryssa pede justiça

Terá início nesta quinta-feira (19/10), a partir das 8h30, a sessão do Tribunal do júri no Fórum de Ji-Paraná (RO) que julgará o assistente social Ronaldo dos Santos Lira, vulgo “Fronteira”, réu preso em Ouro Preto do Oeste (RO), e denunciado pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) pelo assassinato cruel e brutal cometido contra a adolescente Laryssa Victória Pereira Rossato, de 17 anos.

O crime cometido por Ronaldo Fronteira ocorreu entre a noite do dia 18 e o começo da tarde de 19 de março de 2022, o homicídio praticado com um ritual macabro e extrema crueldade e extensão de dor e sofrimento a adolescente, é o mais apavorante e bizarro da história forense do município de Ouro Preto do Oeste (RO).  

O julgamento de Fronteira foi adiado em abril deste ano e desaforado para o fórum da Comarca de Ji-Paraná, a 40 km de Ouro Preto do Oeste, por decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJRO), atendendo a solicitação da defesa do réu preso.

 

O Tribunal do Júri será presidido pelo juiz Valdecir Ramos, titular da 1ª Vara Criminal da comarca de Ji-Paraná, que fica localizada no 1º andar do prédio novo do fórum, na Avenida Brasil, no 2º distrito.

Ronaldo dos Santos Lira irá responder pelos crimes de feminicídio, por dois estupros, ocultação de cadáver e fraude processual. Se condenado por todas as acusações, as penas podem ultrapassar os 30 anos. Ronaldo seviciou-se de Laryssa enquanto empunha a ela sofrimento por longas horas, até matá-la, conforme ele mesmo revelou em detalhes em seus depoimentos, alguns se tornaram públicos no ano passado.

O Conselho de Sentença de amanhã será composto por 7 jurados da sociedade de Ji-Paraná, o critério para o público assistir é a prioridade para quem chega primeiro, até a lotação limite da sala do Tribunal do Júri.

PAI DE LARYSSA TENTOU MOBILIZAR CARAVANA PARA JI-PARANÁ

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A fotografia que ilustra essa reportagem mostra o pintor Carlos Aparecido Rossato, o popular “Carlão”, com as duas filhas caçulas, de 7 e 8 anos, vestindo camiseta com dizeres pedindo justiça pelo crime de Laryssa Vitória.

Passados 1 ano e quase oito meses, completados nesta quarta-feira, 18 de outubro, à véspera de ocorrer o júri popular do assistente social Ronaldo dos Santos Lira, de vulgo “Fronteira”, o pai da vítima chora ao falar do assunto que lembra os atos bestiais e sofrimento pelos quais sua filha passou.

Carlão tirou a barba, o hábito é comum, mas no caso dele tem um detalhe revelador. Desde a morte de Laryssa, Carlos Rossato havia feito uma promessa com o coração cheio de ódio e revolta, de só barbear o rosto quando desse cabo a vida do indivíduo que causou tamanho mal a sua filha, que era quem cuidava das duas pequenas, que tinham 6 e 7 anos na data do crime sem limites de maldades registrado na cidade.

“Eu sonhei com ela e isso mudou muito. Eu não sonhava com minha filha desde quando ela morreu, acho que a gente sente muita dor, também fica tomado pela raiva, fala o que sai da boca, mas passa e a vida vai ter que continuar”, desabafou Carlão, relatando que nesse lapso temporal pós-assassinato de sua filha, já tentaram até prejudicá-lo com intenção de tirar a guarda de suas duas filhas pequenas, e o julgaram aleatoriamente sem compreender a dor de um pai.

Carlos Rossato lançou uma campanha de arrecadação via “vakinha online” para angariar recursos e fretar ônibus para mobilizar caravana de moradores de Ouro Preto do Oeste para o julgamento em Ji-Paraná, mas o fato de o Júri Popular ocorrer em um dia importante da semana esse desejo ficou difícil de realizar.

Ainda assim, ele amanhã estará em Ji-Paraná com faixa e camisetas com pedido de justiça para o assassinato de sua filha, a estudante Laryssa Victória.

Quem for a Ji-Paraná nesta quinta-feira, e tiver disponibilidade de passar pelo fórum para dar uma força para familiares de Laryssa, estará fazendo um bem imensurável e confortando a família da adolescente, que era natural de Ouro Preto do Oeste e teve um fim tão trágico.

 

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