Homem que estava desaparecido em Ouro Preto do Oeste foi assassinado; suspeito foi preso

O servidor público estadual José Élio Gomes, 53 anos, que não fazia contato com a família, e estava desaparecido desde a noite de sexta-feira (5), em Ouro Preto do Oeste, foi encontrado morto na noite deste sábado no quarto de uma residência localizada na rua Itamauru Gois de Siqueira, no Jardim Aeroporto. A residência é do autor do crime, não da vítima, conforme foi divulgado.

Policiais militares foram acionados a residência após uma irmã da vítima procurar a Delegacia Civil e informar que havia descoberto, por uma ligação, que seu irmão estaria dentro da casa do suspeito.

Os policiais se dirigiram ao local e encontraram do lado de dentro da casa, Lucas de Andrade Marreiro, 23 anos; ele disse que estava acuado por um grupo de pessoas, incluindo parentes da vítima, não deixava ninguém entrar na casa, e afirmava que permitiria somente mediante ordem judicial. No entanto, ao perceber a aproximação da viatura da PM, Lucas consentiu a entrada dos policiais, talvez temendo que fosse pego pelos populares.

 

 

Para os policiais, Lucas confessou ter matado José Élio na noite anterior, sexta-feira, e levou os agentes da lei até o quarto da vítima. Ao visualizar o interior do quarto, os policiais se depararam com o corpo de José Élio nu envolto em plásticos e lençol, com os pés e a parte da cabeça amarrados. A vítima tinha quatro perfurações de faca.

Após a descoberta do corpo, Lucas admitiu aos policiais ter matado José Élio. Afirmou que, de posse de uma faca, deu um soco na vítima que caiu atordoada, em ato contínuo amarrou braços e pernas da vítima, e a levou a um dos quartos da casa.

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O autor do crime prosseguiu dizendo que, em seguida, amordaçou a boca de José Élio com uma camiseta e golpeou a vítima quatro vezes na altura do pescoço.  

Lucas de Andrade Marreiro, 23 anos, matou a vítima e permaneceu na casa. 

Dentro da casa, ele criou duas versões para ter cometido o homicídio brutal. O homicida alegou que sofreu assédio sexual e, tentando justificar tamanha violência praticada, alegou que tinha uma dívida de R$ 10 mil com a vítima.

Policiais que estiveram na cena do crime acompanhando o trabalho da Polícia Técnico-Científica (Politec) observaram que as condições em que o corpo se encontrava, amarrado nos dois extremos, e envolto em plástico e lençol, insinua que o autor do crime estivesse com a intenção de descartar o corpo da casa em momento oportuno.

Lucas Marreiro foi encaminhado para a UNISP, prestou depoimento e flagranteado, e após passar por exame de corpo de delito foi recolhido à Casa de Detenção de Ouro Preto do Oeste.

José Élio era servidor dos quadros da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e ultimamente era lotado no Ceeja professor Antônio de Almeida, na função administrativa de técnico em prestação de contas.

O corpo do servidor foi encaminhado ao IML de Ji-Paraná pela Associação Vida Nova, local onde será velado.

Fonte: CorreioCentralRo