Brasil

Ministro do STF mantém preso taxista acusado de tentar explodir aeroporto em Brasília

O ministro Alexandre  de Moraes negou mais um pedido de liberdade ao mato-grossense Alan Diego dos Santos Rodrigues, acusado de envolvimento em uma tentativa de atentado com explosivo nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022.

Morador do município de Comodoro (MT), na divisa com Rondônia, Alan está preso desde junho de 2025. Ele é apontado como responsável por instalar uma bomba em um caminhão-tanque carregado de combustível, em um suposto protesto contra o resultado das eleições presidenciais que elegeram .

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Na decisão mais recente, proferida em 30 de março, Moraes destacou que não há elementos novos que justifiquem a soltura do acusado. Segundo o ministro, a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.

“Efetivamente, portanto, destaca-se a necessidade de resguardar a ordem pública e da instrução criminal, inexistindo qualquer fato superveniente que possa afastar a necessidade de manutenção da custódia cautelar”, diz trecho da decisão.

Alan Diego foi alvo das operações Lesa Pátria e Nero, juntamente com outros investigados. Ele responde por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

De acordo com denúncia da , o acusado estava no banco do passageiro de um veículo no dia 12 de dezembro de 2022. Em determinado momento, o carro parou e ele teria instalado o artefato explosivo no eixo de um caminhão-tanque estacionado nas proximidades do aeroporto. Após a ação, ele realizou duas ligações a partir de um telefone público.

A denúncia foi formalizada em 18 de junho de 2025, e a prisão ocorreu oito dias depois. Desde então, a defesa já apresentou três pedidos de liberdade, todos negados pelo Supremo.

Com a nova decisão, Alan Diego permanece detido, enquanto o processo segue em tramitação na Corte.

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