Um dos nomes mais conhecidos no meio criminoso de Rondônia, Fernando Ferreira da Silva, conhecido como “Furúnculo”, voltou ao centro das atenções das forças de segurança após ser apontado como um dos fugitivos do presídio Milton Soares de Carvalho, o “470”, em Porto Velho, na fuga registrada na terça-feira, 14 de abril de 2026.
Natural de Ji-Paraná e apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), Furúnculo acumula condenações que ultrapassam 100 anos de prisão por diversos crimes, incluindo envolvimento em ações violentas ligadas à guerra e mortes de membros de facções que marcaram o município e causaram forte repercussão social.
O nome do apenado já havia ganhado notoriedade em 2022, quando foi identificado como um dos autores de um assalto a uma unidade das Lojas Americanas, localizada no bairro Bosque, em Rio Branco (AC). Na ocasião, ele foi baleado após a ação criminosa e socorrido ao Pronto Socorro da capital acreana, sendo posteriormente conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla).
Segundo registros policiais, mesmo após prisões anteriores, o criminoso continuou figurando como peça relevante dentro da estrutura da facção, sendo considerado de alta periculosidade. Sua trajetória inclui fugas do sistema prisional, reforçando o histórico de reincidência e dificuldade de contenção por parte do Estado.
Com a nova fuga do presídio 470, as forças de segurança intensificaram as buscas na tentativa de recapturar os detentos evadidos. A possibilidade de Furúnculo tentar retornar à região de Ji-Paraná ou atuar em áreas de influência da facção é tratada como uma das linhas de investigação.
