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Mistério cerca morte de capitã da PM: marido é preso após versões contraditórias e suspeita de drogas

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A Polícia Civil investiga a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michelle Leão Azevedo, de 41 anos. Ela foi levada sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20/7), pelo marido, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que acabou detido.

Segundo o boletim de ocorrência, a militar apresentava traumatismo craniano e outras marcas pelo corpo. Aos profissionais de saúde, Eduardo afirmou inicialmente que a companheira havia caído de uma escada. A explicação, porém, levantou suspeitas na equipe médica, que acionou a polícia.

Durante a permanência na unidade hospitalar, o sargento teria descartado em um banheiro uma caixa contendo comprimidos semelhantes a ecstasy. Conforme o registro policial, ele relatou que o casal promoveu uma festa em casa no domingo (19/7) e consumiu a substância após a saída dos convidados. Também declarou que parte dos fer1mentos teria ocorrido em práticas consentidas entre os dois. As versões serão confrontadas com depoimentos, exames e laudos periciais.

Michelle chegou ao hospital por volta das 21h35, já sem sinais vitais. A médica responsável informou que o quadro indicava uma parada cardiorrespiratória ocorrida horas antes do atendimento.

Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno, responsável pela defesa do militar, pediu cautela e afirmou que qualquer conclusão deve aguardar o avanço das investigações. O representante também declarou confiar na imparcialidade da apuração e no respeito ao devido processo legal.

A causa da morte ainda será determinada pela perícia. O caso permanece sob investigação.