Gêmeas vivem trisal com o mesmo homem há 6 anos e cada uma tem um filho com ele
Duas irmãs gêmeas idênticas construíram uma família incomum ao manter, há seis anos, uma relação amorosa compartilhada com o mesmo homem, na cidade de Rio do Sul, em Santa Catarina. Cada uma das gêmeas já teve um filho com o parceiro, formando um núcleo familiar de cinco pessoas. A relação, classificada pelas três pessoas envolvidas como um trisal, é descrita como baseada em respeito, diálogo e consentimento de todos os envolvidos.
Segundo as gêmeas, elas sempre foram muito unidas e compartilhavam tudo na vida, inclusive a vida amorosa. O relacionamento com o homem começou de forma natural e, após conversas, os três decidiram viver juntos formalmente. As gêmeas afirmam que não há ciúmes entre elas e que o respeito mútuo é o fundamento da convivência. Cada uma tem seu próprio espaço e autonomia, mas dividem a moradia, as despesas e a criação dos filhos em conjunto.
Os dois meninos, frutos da relação, são criados como irmãos, com os três adultos participando igualmente da educação e do cuidado com as crianças. A família relata enfrentar preconceito e olhares curiosos da sociedade, mas diz não se importar com julgamentos externos, pois priorizam a felicidade e a harmonia dentro de casa. Eles explicam que a relação não é uma decisão tomada por impulso, mas sim um acordo consciente e contínuo, renovado com diálogo frequente entre os três.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões: enquanto alguns usuários elogiaram a liberdade e a honestidade do arranjo, outros questionaram a estabilidade e o impacto na formação das crianças. Especialistas em relações familiares lembram que, embora não seja a estrutura tradicional, o fundamental para o desenvolvimento saudável dos filhos é a existência de afeto, estabilidade e respeito entre os adultos responsáveis. No Brasil, não há registro legal para uniões com mais de duas pessoas, mas os direitos individuais e das crianças são garantidos pela legislação.
