Advogado é investigado por supostamente atuar como elo entre presos e integrantes de facção em Rondônia
A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, nesta sexta-feira (4), a terceira fase da Operação Quirinos, que investiga uma organização criminosa com atuação no estado. Entre os alvos está um advogado de Pimenta Bueno, suspeito de ter facilitado a comunicação entre integrantes de uma facção que estão presos e membros que permanecem do lado de fora dos presídios.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Velho e Pimenta Bueno. As equipes também realizaram buscas e revistas em unidades prisionais das duas cidades, principalmente em alas destinadas a integrantes do Comando Vermelho.
Segundo as informações divulgadas pela investigação, o advogado teria sido utilizado como uma espécie de elo de comunicação, possibilitando o repasse de ordens entre detentos e integrantes da organização criminosa que estão fora das unidades prisionais.
A polícia também apura a possibilidade de que o profissional tenha facilitado o uso de aparelhos celulares por detentos, mecanismo que poderia permitir a comunicação direta entre presos e integrantes da facção em liberdade.
Apesar das suspeitas, a participação do advogado nos crimes ainda será esclarecida no decorrer das investigações. As buscas fazem parte da coleta de elementos que poderão ajudar a polícia a confirmar ou descartar as hipóteses investigadas.
A terceira fase da Operação Quirinos reforça o trabalho das forças de segurança para identificar como organizações criminosas continuam mantendo comunicação e supostamente coordenando ações mesmo a partir do interior dos presídios.