Um relatório da Polícia Civil de Mato Grosso aponta que integrantes do grupo religioso “Resgatando Vidas”, que tinham acesso à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, estariam mantendo relacionamentos com diferentes detentos, alguns deles ligados a uma facção criminosa.
Segundo a investigação, mensagens encontradas em dados analisados pela polícia mostram que uma das integrantes teria combinado de visitar presos diferentes em dias separados para evitar problemas entre eles. A própria conversa teria chamado atenção dos investigadores pelo teor considerado incompatível com uma atividade exclusivamente religiosa.
Outro diálogo analisado pela polícia também teria apresentado conotação sexual, reforçando a suspeita de que os encontros dentro da unidade prisional iam muito além das visitas de assistência espiritual. Alguns detentos chegaram a ser tratados nas conversas como namorados ou pretendentes.
A Polícia Civil também investiga se o acesso das integrantes à penitenciária teria sido usado para manter contato com presos ligados à facção e até para atender interesses do grupo criminoso. O caso faz parte de uma investigação maior envolvendo integrantes do projeto e pessoas apontadas como ligadas à organização.
A investigação já resultou em denúncias contra seis pessoas. Outras integrantes citadas nas apurações foram indiciadas por falso testemunho e teriam a situação analisada separadamente. As acusações ainda fazem parte do processo de investigação e apuração pela Justiça.