A possibilidade de uma nova concessão de trecho da BR-364 voltou a provocar preocupação em Rondônia, principalmente entre moradores, produtores rurais e empresários que dependem da rodovia para o transporte de pessoas e mercadorias.
A discussão envolve o trecho da BR-364/174 entre Vilhena, no Cone Sul de Rondônia, e Cuiabá, em Mato Grosso. O modelo prevê a concessão da rodovia à iniciativa privada e a implantação de cobrança de pedágio em determinados pontos.
A proposta reacende um debate que já ocorre em Rondônia desde a concessão do trecho entre Vilhena e Porto Velho. A rodovia passou a ser administrada pela concessionária Nova 364, responsável por aproximadamente 686 quilômetros, em um contrato com duração prevista de 30 anos.
A cobrança de pedágio nesse trecho começou em janeiro de 2026 e passou a representar um novo custo para quem utiliza regularmente a principal ligação rodoviária de Rondônia com outras regiões do país.
Impacto no transporte
Para caminhoneiros e empresas de transporte, o aumento dos custos de deslocamento pode ter reflexos diretamente no preço do frete e, consequentemente, no valor final de produtos comercializados no estado.
O impacto também é acompanhado pelo setor produtivo, especialmente porque a BR-364 é uma das principais rotas utilizadas para o escoamento da produção de Rondônia.
A discussão ganhou força nas redes sociais, onde usuários questionam os valores envolvidos nas concessões e cobram maior participação das autoridades públicas no debate sobre o futuro da rodovia.
Questionamentos sobre a concessão
Além da repercussão política e popular, o modelo de concessão da BR-364 também passou a ser questionado judicialmente.
O Ministério Público Federal já pediu a revisão de pontos relacionados à concessão em Rondônia, incluindo questões envolvendo tarifas e o modelo de cobrança.
Enquanto o processo avança, a BR-364 continua sendo um dos principais pontos de discussão sobre infraestrutura e logística no estado.
Para Rondônia, a questão vai além da conservação da estrada. O debate envolve o equilíbrio entre investimentos privados, qualidade dos serviços prestados e o custo que será repassado diariamente para quem precisa utilizar a rodovia.
Com a possibilidade de novos trechos concedidos e novas cobranças, motoristas e setores produtivos acompanham de perto as próximas decisões sobre a BR-364.
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