BRASILEIRA DE JI-PARANÁ É ENCONTRADA MORTA EM HOTEL NA CROÁCIA E CAUSA DA MORTE CONTINUA DESCONHECIDA
Uma jovem de 28 anos, natural de Rondônia, foi encontrada morta dentro de um quarto de hotel em Zagreb, capital da Croácia, em agosto deste ano. O caso passou a ser acompanhado pela Polícia Federal após a família solicitar esclarecimentos diante de uma série de circunstâncias ainda não esclarecidas.
Kathlyn Izabel Becker, moradora de Ji-Paraná, havia viajado para a Europa com a expectativa de trabalhar e conseguir dinheiro para ajudar no tratamento de saúde do pai, que enfrenta uma infecção nos ossos.
Segundo familiares, a jovem teria viajado inicialmente para a Sérvia após receber uma proposta de emprego. Ao chegar ao país, porém, descobriu que a vaga já havia sido preenchida. Depois disso, teria sido levada para a Croácia por pessoas cuja identidade ainda não foi esclarecida.
FAMÍLIA PERDEU CONTATO
A família começou a ficar preocupada depois que Kathlyn deixou de aparecer nas redes sociais e não respondeu mais às mensagens.
A mãe, Geruza Becker, procurou a Embaixada do Brasil na Croácia para tentar localizar a filha. Dias depois, recebeu a informação de que Kathlyn havia sido encontrada morta no quarto de um hotel.
De acordo com os documentos apresentados à família, a jovem foi encontrada sem vida em 22 de agosto. A certidão de óbito, emitida posteriormente pela representação diplomática brasileira em Zagreb, registrou a causa da morte como indeterminada.
PERTENCES FORAM RETIDOS
A família, por meio de advogado, solicitou esclarecimentos às autoridades e à Embaixada do Brasil.
O caso foi registrado junto à Polícia de Zagreb, e os pertences pessoais da brasileira foram retidos para auxiliar nas investigações.
O advogado também solicitou ao Instituto Médico Legal de Zagreb acesso ao laudo completo da necropsia e aos exames laboratoriais realizados no corpo.
As autoridades informaram que os resultados dos exames devem ficar disponíveis somente após um período estimado de três a quatro meses.
NOVA NECROPSIA FOI REALIZADA EM RONDÔNIA
Após uma campanha realizada pela família para conseguir recursos para o traslado, o corpo de Kathlyn chegou a Porto Velho no dia 13 de setembro.
Por determinação relacionada à investigação, um novo exame necroscópico foi realizado no Instituto Médico Legal de Rondônia.
Mesmo com o novo procedimento, a causa da morte permaneceu classificada como indeterminada.
A perícia explicou que a análise ficou prejudicada pelo tempo transcorrido desde a morte e pelo fato de o corpo já ter passado por uma necropsia na Croácia e por dois procedimentos de embalsamamento, um no exterior e outro em São Paulo.
Material biológico foi coletado e encaminhado para exames toxicológicos complementares. Os resultados são aguardados pelas autoridades responsáveis pela apuração.
OUTRA MULHER QUE VIAJAVA COM KATHLYN TAMBÉM É PROCURADA
Outro ponto que chamou a atenção dos familiares é o desaparecimento do contato com uma mulher que teria viajado junto com Kathlyn.
Segundo os relatos apresentados pela família, as duas teriam recebido uma oferta semelhante de trabalho. Depois da morte da rondoniense, os parentes também perderam contato com essa acompanhante.
A circunstância é uma das informações que a família pretende esclarecer durante a investigação.
FAMÍLIA BUSCA AJUDA PARA INVESTIGAÇÃO NA CROÁCIA
Sem condições financeiras para contratar um advogado no exterior, a família busca assistência jurídica para acompanhar o procedimento policial na Croácia.
O advogado que representa os familiares acionou a Defensoria Pública da União (DPU) solicitando apoio jurídico internacional.
A intenção é conseguir acesso às informações do procedimento realizado pelas autoridades croatas e acompanhar de perto a investigação sobre as circunstâncias da morte.
Até o momento, não há confirmação pública sobre a causa da morte de Kathlyn.
A Polícia Federal, procurada sobre o caso, informou que não comenta denúncias recebidas nem confirma ou detalha eventuais investigações ou procedimentos em andamento.
Enquanto os exames toxicológicos e demais documentos são aguardados, a família segue tentando esclarecer o que aconteceu com a jovem de Ji-Paraná durante a viagem ao continente europeu.A matéria original informa que o caso envolve investigação na Croácia, exames ainda pendentes e apuração solicitada pela família; portanto, não é possível afirmar neste momento que houve crime ou apontar a causa da morte como homicídio.
Fonte: G1/RO
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