A ex-vereadora do Rio de Janeiro Verônica Costa, de 52 anos, conhecida nacionalmente como “Mãe Loira do Funk”, foi presa na noite desta quinta-feira (24), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Ela foi localizada pela Polícia Civil após ser procurada para cumprir uma condenação definitiva de 10 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa.
A ordem de prisão foi expedida pela 16ª Vara Criminal do Rio de Janeiro depois que o processo chegou ao fim, sem possibilidade de novos recursos capazes de impedir o início do cumprimento da pena.
Caso aconteceu em 2011
O episódio que resultou na condenação aconteceu em fevereiro de 2011. Segundo o relato apresentado por Márcio Costa à época, ele teria sido mantido amarrado e amordaçado em uma cama durante aproximadamente 20 horas.
Ainda de acordo com o relato, ele sofreu agressões e teria recebido inseticida no rosto. Também afirmou que gasolina foi derramada sobre seu corpo e que teria sido ameaçado de ser queimado caso não revelasse informações relacionadas a uma suposta traição e ao desaparecimento de dinheiro.
A versão apresentada pela vítima foi considerada no processo que resultou na condenação. Verônica Costa, por outro lado, sempre negou ter praticado tortura contra o então marido. Em depoimento, afirmou que Márcio teria chegado à residência machucado, nervoso e fazendo ameaças, além de acusá-lo de uso de drogas.
Prisão aconteceu após buscas
Na quarta-feira (23), policiais civis estiveram em um endereço ligado à ex-vereadora, na região da Barra da Tijuca, para cumprir o mandado, mas ela não foi localizada.
No dia seguinte, os investigadores conseguiram encontrar Verônica na região do Vale das Videiras, em Petrópolis. Após a prisão, ela foi encaminhada para as autoridades responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial.
Outros condenados também foram presos
A operação também resultou na prisão de outras pessoas condenadas no mesmo processo. Entre elas estão Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica; Tatiane Chaves Ribeiro Marques, irmã dela; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane.
As condenações dos envolvidos foram definidas pela Justiça no decorrer do processo. Em 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aumentou a pena de Verônica, que inicialmente havia sido condenada a 5 anos e 10 meses, passando para 10 anos e 8 meses em regime inicialmente fechado.
Defesa contestou condenação
Durante o processo, a defesa de Verônica contestou as acusações e afirmou que a condenação estaria baseada principalmente na versão apresentada pelo ex-marido. Recursos foram apresentados aos tribunais superiores, mas não modificaram a condenação definitiva. Em 2024, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça rejeitou recurso apresentado pela defesa.
Verônica Costa ficou conhecida no Rio de Janeiro por sua ligação com o funk carioca e pela atuação à frente de eventos e projetos relacionados ao gênero musical. Posteriormente, ingressou na política e exerceu diversos mandatos como vereadora da capital fluminense.
Com o trânsito em julgado da condenação, a Justiça determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado.
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