O bombeiro Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi colocado em liberdade pela Justiça após passar por audiência de custódia. Ele havia sido preso suspeito de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, durante uma discussão de trânsito em Taubaté, no interior de São Paulo.
A decisão concedeu liberdade provisória ao bombeiro, acompanhada de medidas cautelares. Entre as determinações está a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça para informar suas atividades, além do recolhimento domiciliar durante o período noturno nos fins de semana e dias de folga.
Marcos Paulo também está proibido de se aproximar ou manter contato com familiares da vítima, devendo respeitar uma distância mínima de 100 metros. O descumprimento das medidas poderá resultar em uma nova decisão pela prisão preventiva.
Outra determinação envolve o porte de arma do bombeiro. A Justiça determinou que a Polícia Militar seja comunicada para suspender o porte e providenciar a transferência do militar para funções administrativas.
Defesa alega legítima defesa
O advogado Claudio Rodrigues Moreira, que representa o bombeiro, afirmou que seu cliente agiu em legítima defesa.
Segundo a defesa, os argumentos e elementos considerados necessários para esclarecer a dinâmica do ocorrido serão apresentados no momento adequado do processo, dentro do direito ao contraditório e à ampla defesa.
O caso continua sendo investigado pelas autoridades, que deverão esclarecer as circunstâncias da discussão de trânsito e dos disparos que provocaram a morte do estudante.
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