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VERGONHA: Governo de Rondônia entra na “Lista Suja” do trabalho escravo

O Governo de Rondônia foi incluído na chamada “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, após uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificar dois trabalhadores submetidos a condições degradantes no estado.

A inclusão ocorreu na atualização do cadastro divulgada nesta terça-feira (6), que acrescentou 82 novos empregadores à relação nacional. Segundo o MTE, Rondônia se tornou a primeira unidade da Federação a aparecer no cadastro desde que a lista foi criada, em 2003.

O caso envolvendo o Estado está relacionado a uma fiscalização realizada em uma obra pública. Segundo informações divulgadas pela imprensa, dois trabalhadores venezuelanos foram resgatados em setembro de 2025, durante uma operação realizada em uma escola indígena localizada na Terra Indígena Rio Guaporé, em Guajará-Mirim.

A obra fazia parte de um contrato firmado entre o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação, e uma empresa responsável pela execução dos serviços. O processo administrativo que resultou na inclusão do Estado no cadastro foi concluído, e os detalhes permanecem sob sigilo.

82 novos nomes

A atualização divulgada pelo Ministério do Trabalho reúne casos identificados entre 2024 e 2026 em 21 estados. Ao todo, os novos registros envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.

Minas Gerais aparece com o maior número de novos registros, com 19, seguido pela Bahia, com oito. Rondônia aparece com dois registros na atualização.

A chamada “Lista Suja” é um cadastro oficial utilizado para dar transparência aos resultados das fiscalizações trabalhistas. Os empregadores incluídos permanecem na relação, em regra, por dois anos. Nesta atualização, 151 nomes deixaram o cadastro após cumprirem esse período.

A inclusão ocorre somente após a conclusão do processo administrativo relacionado à fiscalização, com direito de defesa e encerramento das possibilidades de recurso na esfera administrativa.

O caso coloca o Governo de Rondônia no centro de uma situação de forte repercussão nacional, por envolver trabalho análogo à escravidão em uma atividade vinculada à administração pública estadual.

Até a publicação das informações, a assessoria do governo do governador Marcos Rocha não havia apresentado manifestação sobre o caso.

Fonte: Rondônia ao vivo

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