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Advogado condenado por tentar matar namorada reclama após perita se recusar a examinar órgão genital durante júri

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CUIABÁ (MT) – O caso do advogado Nauder Júnior Alves Andrade, acusado de tentar matar a então namorada com golpes de barra de ferro, voltou a repercutir após a defesa questionar a recusa de uma perita oficial em realizar um exame na região genital do réu durante uma sessão do Tribunal do Júri.

O episódio foi citado pela defesa em um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual os advogados pediram a suspensão de um novo julgamento. O ministro Joel Ilan Paciornik, porém, negou o pedido, permitindo que o processo siga em andamento.

Condenação foi anulada

Nauder havia sido condenado, em junho de 2025, a dez anos de prisão em regime fechado pela tentativa de feminicídio contra a ex-namorada, Emily Tenório de Medeiros. Durante o julgamento, ele optou por fazer a própria defesa em plenário.

Em agosto daquele ano, entretanto, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso anulou a condenação e determinou a realização de um novo júri. A decisão considerou que o veredicto dos jurados contrariava as provas apresentadas no processo.

Entre os argumentos apresentados pela defesa no recurso posterior estava a alegação de prejuízo ao direito de defesa em razão da recusa da perita em realizar o exame solicitado.

Ataque aconteceu em 2023

O caso ocorreu em agosto de 2023, em Cuiabá. Conforme a acusação, o advogado agrediu a então companheira com socos, chutes e golpes de barra de ferro, além de tentar enforcá-la e impedir que ela deixasse a residência.

A vítima conseguiu escapar e procurar socorro. O Ministério Público sustentou que o ataque foi motivado por razões relacionadas à condição de mulher da vítima e apresentou acusações que incluíam tentativa de feminicídio, ameaça e cárcere privado.

O novo julgamento ainda não tinha data definida na publicação consultada. Com a decisão do STJ, o processo continua sujeito à análise judicial.

Fonte: Única News e Gazeta Digital.