Grávida de 4 meses é assassinada, esquartejada e queimada; ex-marido e noiva são presos

Um crime brutal contra uma mulher grávida chocou o município de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo. Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, que estava grávida de aproximadamente quatro meses, foi encontrada morta e carbonizada na quarta-feira (14), em uma área rural da região.
O ex-companheiro da vítima, Diego Marques Alves, de 31 anos, e a atual noiva dele, Geovana Maria Vieira, de 24 anos, foram presos em flagrante por suspeita de ocultação de cadáver. Segundo a Polícia Civil, Diego confessou o assassinato durante as investigações.
Vítima desapareceu após sair de casa
O caso começou a ser investigado depois que o atual companheiro de Juliana comunicou o desaparecimento dela às autoridades. A mulher havia saído de casa com o filho de 11 anos para encontrar o ex-marido e não foi mais vista.
Durante as diligências, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança que ajudaram a reconstruir os deslocamentos do veículo relacionado ao caso. Os registros mostraram o automóvel seguindo para uma região rural onde o corpo foi localizado.
Próximo aos restos mortais, os policiais encontraram objetos pertencentes à vítima e um recipiente com combustível.
Investigação apura participação da noiva
Conforme informações divulgadas pela investigação, Diego relatou ter matado Juliana e desmembrado o corpo antes de transportá-lo para a área rural, onde foi incendiado.
A Polícia Civil também apura a possível participação de Geovana na ocultação do cadáver. Segundo os investigadores, há indícios que precisam ser esclarecidos sobre a atuação de cada um dos envolvidos.
Os dois foram autuados inicialmente por ocultação de cadáver e encaminhados ao sistema prisional. A Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária dos investigados por suspeita de feminicídio e aborto sem consentimento.
O caso segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias do crime e individualizar a responsabilidade dos suspeitos.
