DÓLAR DISPARA E BOLSA DESPENCA APÓS VITÓRIA DE LULA; MERCADO REAGE AO RESULTADO DAS ELEIÇÕES
Moeda americana abriu em forte alta nesta segunda-feira (26), enquanto ativos brasileiros negociados no exterior registraram perdas expressivas após a confirmação da reeleição do presidente.
O mercado financeiro internacional apresentou forte reação após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25). Nesta segunda-feira (26), o dólar abriu em alta e os ativos brasileiros negociados no exterior registraram quedas acentuadas.
Segundo informações publicadas pela imprensa econômica, o dólar comercial abriu o dia cotado a aproximadamente R$ 5,43, com alta de cerca de 8,7% em relação ao fechamento anterior. O movimento refletiu a reação dos investidores ao resultado eleitoral e às incertezas sobre os próximos passos da política econômica brasileira.
Ações brasileiras sofrem pressão no exterior
A reação também atingiu os fundos que acompanham ações brasileiras nos mercados internacionais. O ETF EWZ, negociado nos Estados Unidos e utilizado como referência para o desempenho de empresas brasileiras no exterior, registrou queda expressiva no pré-mercado.
Os contratos futuros de ações e de câmbio também apresentaram forte volatilidade, ampliando as preocupações sobre o comportamento da Bolsa brasileira na abertura dos negócios.
É importante destacar que as variações observadas no exterior não representam necessariamente o resultado final do pregão na B3, a Bolsa de Valores brasileira.
Por que o mercado reagiu dessa forma?
Analistas ouvidos pela imprensa econômica apontaram que o resultado eleitoral contrariou as expectativas de parte dos investidores, que trabalhavam com a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro.
A perspectiva de mudança no comando do governo havia influenciado as negociações de ativos brasileiros nas semanas anteriores. Com a confirmação da reeleição de Lula, investidores passaram a rever suas posições, provocando movimentos intensos no câmbio e no mercado de ações.
Entre os fatores acompanhados pelo mercado estão a política fiscal, o controle das contas públicas, a trajetória da inflação e as decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O que pode acontecer nos próximos dias?
A expectativa é de que os investidores acompanhem os primeiros sinais do governo sobre a condução da economia em 2027. Declarações sobre gastos públicos, arrecadação, investimentos e medidas fiscais poderão influenciar as próximas movimentações dos mercados.
A alta do dólar também merece atenção porque pode encarecer produtos importados, insumos industriais e alguns alimentos, dependendo da evolução do câmbio e do repasse dos custos aos consumidores.
Apesar da reação inicial, o comportamento dos mercados nos próximos meses dependerá de uma combinação de fatores internos e externos, incluindo as decisões econômicas do governo, os juros internacionais e o cenário fiscal brasileiro.