APOIO AOS ATINGIDOS: Força Tarefa cria estratégias para socorrer atingidos das cheias em Rondônia
O grande volume de chuvas que cai em Rondônia e na Bolívia, onde estão os afluentes formadores do rio Madeira, causa inundações e transtornos para a população do estado. Para minimizar o impacto do fenômeno, a Defesa Civil vem criando ações para apoiar as comunidades atingidas e a população que necessita trafegar pelas estradas e rodovias. A prefeitura de Porto Velho e o governo estadual criaram forças tarefas para socorrer os atingidos.
Em Rondônia, a BR-425 que liga Abunã a Guajará-Mirim, tem pontos de alagamentos na altura do km 30, na localidade de Arara. Para garantir o acesso, foi feito desvio por vias alternativas no setor rural. O Detran colocou caminhões guinchos para socorrer quem viaja de carro pequeno.
As comunidades do Alto Madeira e do Baixo Madeira que estão atingidas recebem apoio de saúde, água mineral e cestas básicas. O transporte de mudanças de famílias com as casas alagadas também tem apoio das forças tarefas. Os distritos de Nazaré e Demarcação são os mais afetados pelas cheias. O barco hospital da Secretaria Municipal de Saúde foi deslocado para o Baixo Madeira para apoio imediato de saúde.
Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO), vem desempenhando um papel fundamental na garantia de qualidade da água para consumo. Diante da situação, a Agência tem garantido a distribuição do hipoclorito de sódio 2,5% de acordo com um cronograma estratégico. Para atender à população de Porto Velho, desde o início de 2025, o programa Vigidesastres já viabilizou a entrega de mil caixas (50 mil frascos) à Defesa Civil Municipal; 6 mil caixas (300 mil frascos) à Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho (Semusa); e 100 caixas (5 mil frascos) às comunidades de Cujubim Grande e Baixo Madeira.
Os grandes lagos dos reservatórios das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio atingiram o limite. Os canais de fuga dos diques, que redirecionam o fluxo de água em acesso foram acionados para acelerar a vazão.
Na BR-230, conhecida como Transamazônica, diversos pontos de alagamentos causam rompimento de bueiros e danos na pista, dificultando a passagem de veículos para a região Sul do Amazonas e Pará. Diversos rondonienses tem propriedades rurais ao longo da via e estão impossibilitados de acesso.
Fonte: rondoniaovivo