Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália por mandar matar marido em crime orquestrado
A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 51 anos, foi condenada à prisão perpétua pela Justiça da Itália por ter orquestrado a morte do marido, o italiano Fabio Ravasio, de 52 anos, em um crime simulado como atropelamento acidental. A sentença foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Busto Arsizio em 15 de junho de 2026 e divulgada nesta sexta-feira, 4 de setembro. O crime foi motivado pelo desejo de apropriar-se da herança da vítima, estimada em 3 milhões de euros.
🚗 O crime forjado como acidente
Fabio Ravasio morreu em 9 de agosto de 2024, ao ser atingido por um veículo enquanto pedalava pela ciclovia de Parabiago, na província de Milão, norte da Itália. O caso foi inicialmente tratado como um atropelamento com fuga, mas as investigações revelaram que se tratava de um homicídio premeditado e minuciosamente planejado pela esposa brasileira, que reuniu sete cúmplices para executar o plano.
A mídia italiana apelidou Adilma de “Louva-a-Deus de Parabiago” e “Viúva Negra Brasileira” em razão da frieza do crime e da suspeita de envolvimento na morte de outro ex-marido, em 2011, caso queira ser reaberto pela Justiça italiana.
⚖️ Condenações — sete cúmplices recebem penas pesadas
A brasileira foi considerada a mentora intelectual do crime, que envolveu reuniões prévias e divisão de tarefas entre os participantes. As condenações foram as seguintes:
– Adilma Pereira Carneiro — prisão perpétua (mentora do crime)
– Marcello Trifone e Fabio Lavezzo — prisão perpétua (passageiro do carro e quem sinalizou o momento do ataque)
– Massimo Ferretti — 24 anos de prisão (ex-companheiro da brasileira, ajudou a planejar a emboscada)
– Igor Benedito — 23 anos de prisão (filho de Adilma, motorista do veículo que atropelou a vítima)
– Mohammed Dhaibi — 22 anos de prisão (encarregado de bloquear o trânsito)
– Mirko Piazza — 14 anos e 4 meses de prisão (coordenador da comunicação entre o grupo)
– Fabio Oliva — 14 anos de prisão (mecânico que fez manutenção no carro após o crime)
📌 Defesa vai recorrer
O advogado de Adilma, Mattia Fontanesi, informou que a brasileira sempre manteve sua inocência e que recorrerá da sentença em segunda instância. A decisão é de primeira instância e ainda não transitou em julgado.
