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Cabeleireiro “das estrelas” é preso pela 3ª vez durante operação contra tráfico e lavagem de dinheiro

O cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido em Cuiabá como “cabeleireiro das estrelas”, foi preso na manhã desta quinta-feira (8) durante a Operação Fio, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, Elielson é suspeito de integrar o grupo criminoso e teria envolvimento na comercialização de entorpecentes. Esta é a terceira vez que ele é preso em ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas.

A prisão ocorreu em Cuiabá. Outro investigado, apontado nas apurações como possível fornecedor de drogas, também foi preso no litoral de São Paulo.

A Operação Fio cumpre 26 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 determinações de bloqueio de bens e valores. As ações acontecem em municípios de Mato Grosso e também no litoral sul paulista.

De acordo com a Polícia Civil, durante a investigação foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns dos investigados. Também há suspeitas de que pessoas físicas e empresas tenham sido utilizadas para movimentar ou ocultar valores supostamente relacionados às atividades criminosas.

Os bloqueios determinados pela Justiça possuem valores individualizados e podem chegar a R$ 1,4 milhão para um dos alvos.

Histórico

Elielson já havia sido preso anteriormente. Em setembro de 2025, durante outra investigação, policiais encontraram aproximadamente 550 gramas de skunk em sua residência, segundo informações divulgadas na época.

O histórico relacionado a drogas também inclui uma prisão em 2012, quando ele foi detido após receber pelos Correios um envelope contendo comprimidos de ecstasy. Posteriormente, foi condenado pela Justiça.

A Operação Fio continua em andamento e os materiais apreendidos deverão ser analisados pela Polícia Civil. As investigações ainda buscam esclarecer a participação individual de cada suspeito e identificar possíveis outros envolvidos.

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