MACABRO: Marido é condenado por matar, esquartejar e carbonizar corpo da esposa
Um crime brutal chocou a cidade de Tubarão, em Santa Catarina. Ailton Luiz Ceolin de Araújo, de 42 anos, foi condenado na última quarta-feira (26) por matar, esquartejar, carbonizar e enterrar o corpo da companheira, Jaqueline Rosa de Oliveira, de 38 anos, no quintal da própria casa. O julgamento durou 18 horas e Ailton foi sentenciado a 17 anos e 5 meses de prisão em regime fechado.
O crime ocorreu em setembro de 2022, mas Jaqueline foi dada como desaparecida por cerca de 10 meses, até que seus restos mortais foram encontrados. Durante todo esse tempo, Ailton, um marceneiro, manteve a aparência de um homem normal, chegando a se internar voluntariamente em uma clínica de reabilitação, enquanto a família de Jaqueline a procurava desesperadamente.
A investigação policial revelou que o casal mantinha um relacionamento conturbado, marcado por consumo excessivo de drogas e bebidas alcoólicas. O crime teria sido motivado por uma briga violenta entre eles. Ailton alegou que Jaqueline teve um mal súbito e morreu, mas as provas indicaram que ele a matou, esquartejou o corpo e o carbonizou antes de enterrá-lo em uma cova rasa no quintal da casa.
Após o crime, Ailton ainda usou os cartões bancários de Jaqueline, que recebia uma pensão por conta da morte do seu primeiro marido. Ele movimentou as contas da mulher, fazendo compras em lojas, restaurantes e supermercados, o que chamou a atenção da polícia e levantou suspeitas sobre seu envolvimento no desaparecimento de Jaqueline.
Ailton também se passava por Jaqueline nas redes sociais, enviando mensagens para amigos e familiares. Ele chegou a mudar a foto de perfil do Facebook dela, colocando uma foto dos dois juntos.
A localização do corpo de Jaqueline foi crucial para a condenação de Ailton. Ele confessou o crime para um primo, que alertou a polícia. Agentes da Divisão de Investigação Criminal de Tubarão foram até a casa do marceneiro e encontraram os restos mortais da vítima enterrados no quintal.
O laudo pericial confirmou que Jaqueline foi morta de forma brutal, com sinais de carbonização e esquartejamento. O crime chocou a comunidade de Tubarão e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher.
Ailton ainda pode recorrer da decisão da justiça, mas a condenação serve como um alerta para a sociedade: a violência contra a mulher é uma realidade que precisa ser combatida com rigor.