Ji-Paraná, a cidade dos filhos “desaparecidos” nas redes sociais

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Uma das ocorrências mais comuns em plantões policiais, é o comparecimento de pais noticiando desaparecimento de filhos adolescentes. Geralmente, ocorre nos finais de semana. Em menos de 72 horas os “fugitivos” acabam retornando ao lar ou os genitores os encontram na casa de algum conhecido, ou dão as caras nas redes sociais.

Os grupos de whatsapp do Rondoniatual, recebe semanalmente vários postagens de pais desesperados, para divulgação de imagens de adolescentes, na maioria dos casos, meninas, que supostamente desapareceram, quase sempre, já com boletim de ocorrência registrado.

Mas por que isso ocorre com tanta frequência, deixando pais desesperados?

A criança quando deseja alguma coisa chama a atenção chorando de forma intensa. Filhos fogem de casa, muitas vezes, impelidos por problemas do próprio lar.

Um dos fatores preponderantes para essa atitude é o radicalismo, para mais ou para menos, que causa desconforto e desequilíbrio emocional em jovens. Quais os motivos de filhos que fugiram de casa.

Algumas delas por serem mimados demais e nunca ter ouvido um “NÃO”, e falta de uma boa “correção”

EM Ji-Paraná, após divulgação nas redes sociais, dando conta dos supostos sumiços, eles aparecem nas páginas dizendo, “Gente eu não sumi, eu saí de casa mesmo”, ou está na casa daquele namoradinho, que a mãe não gosta, ou acha que não é o momento de se relacionar, pura rebeldia. E isso vem tirando a credibilidade dessas informações, e a não publicação; somente em casos extremos.

Alguns especialistas dizem ser estes alguns dos motivos que levam a tal ato, confira a lista:

  1. a)     Castigos exagerados e totalmente desproporcionais ao erro cometido
  2. b)    Excesso de controle, que é perigoso, pois o filho pode sentir que os pais não confiam nele
  3. c)     Repressão fora de época. Muitos pais usam modelos de educação que receberam de seus genitores. Com o advento da internet, os conceitos de vida se alternam a todo momento, por isso, é importante estar bem informado sobre a realidade atual dos jovens e procurar se enquadrar aos novos valores, estipulando limites, mas sem exageros.
  4. d)    Pais ausentes podem gerar no filho sentimento de rejeição. “Meus pais não se importam comigo; não ligam pra mim”. Esse tipo de raciocínio pode levar o filho a fugir de casa para chamar a atenção dos pais.
  5. e)     Exagero na cobrança em razão de mau desempenho na escola.
  6. f)      Casais que discutem e brigam na frente do filho. A pressão psicológica pode se tornar tão grande, que imponha o raciocínio de que o melhor a se fazer é sumir do ambiente.
  7. g)     Pais que se separam. Se marido e mulher sofrem frente a uma separação, imagine o filho… Pior é a separação litigiosa, com brigas e desavenças, onde uma parte ou as duas falam mal do ex-parceiro para o filho. Em um  clima de guerra declarada, talvez a única solução viável seja realmente partir.
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