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Estados Unidos confirma ataque à Venezuela e diz que Maduro foi capturado

 

O presidente dos Estados Unidos, , afirmou neste sábado que as forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a , resultando na captura do presidente venezuelano e de sua esposa. Segundo Trump, ambos teriam sido retirados do país por via aérea.

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“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, declarou o presidente norte-americano.

Trump informou que a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos EUA, mas não revelou para onde Maduro e a esposa foram levados. O presidente anunciou ainda que mais detalhes serão divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília).

Relatos de moradores e impacto em Caracas

Moradores de diferentes bairros de relataram tremores, barulho intenso de aeronaves e correria nas ruas. Houve interrupção no fornecimento de energia elétrica em algumas áreas da cidade, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Governo venezuelano reage e nega captura

Pouco após o início da ofensiva, o governo venezuelano publicou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Caracas não confirmou a captura de Maduro e informou que o presidente convocou forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização nacional.

No texto, o governo anunciou a decretação do estado de Comoção Exterior em todo o território nacional:

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada.”

O comunicado afirma ainda que “o país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”.

Acusações contra os Estados Unidos

Segundo o governo venezuelano, o objetivo da operação americana seria assumir o controle de recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais. Caracas acusou os EUA de tentar impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.

A Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

Escalada de tensões nos últimos meses

A pressão sobre o governo venezuelano se intensificou em agosto, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. Na ocasião, Washington reforçou a presença militar no Mar do Caribe.

Inicialmente, a Casa Branca alegou que a mobilização tinha como objetivo o combate ao narcotráfico internacional. Posteriormente, autoridades americanas passaram a afirmar, sob anonimato, que a meta final seria a derrubada do governo Maduro.

Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone em novembro, mas, segundo a imprensa americana, as negociações terminaram sem avanços, já que o líder venezuelano teria resistido à saída do poder.

No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista, acusando Maduro de liderar o grupo. A imprensa internacional também informou que Washington se preparava para iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.

De acordo com o , os Estados Unidos demonstram interesse direto nas reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela, e Trump determinou um bloqueio a embarcações alvo de sanções, acusando Maduro de roubar recursos dos EUA.

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