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Horário errado, transtorno certo: caminhões em serviço travam ponte do Rio Machado em Ji-Paraná

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Na tarde desta sexta-feira (09), em pleno horário de pico, quando centenas de trabalhadores retornavam para suas residências, um serviço preventivo realizado pela concessionária de energia acabou provocando grandes transtornos no trânsito de Ji-Paraná.

A intervenção, que tinha como objetivo o espaçamento da rede elétrica para evitar problemas futuros, foi executada com caminhões posicionados sobre a ponte do Rio Machado, exatamente no momento de maior fluxo de veículos.

A escolha do horário e do local transformou rapidamente a BR-364, no trecho da ponte, em um verdadeiro ponto de estrangulamento do trânsito. Com parte da via comprometida pela presença dos caminhões, o fluxo ficou extremamente lento, gerando longas filas que se estenderam do viaduto até antes da ponte, paralisando a mobilidade urbana.

Motoristas, muitos deles já exaustos após um dia inteiro de trabalho e uma semana desgastante, enfrentaram demora excessiva para atravessar um dos principais corredores viários da cidade.

O cenário gerou revolta em parte da população, que questionou a falta de planejamento e a decisão de realizar um serviço desse porte em horário tão crítico.
Embora a manutenção preventiva seja necessária e importante, a crítica central recai sobre a logística adotada.

É amplamente conhecido que equipes de trabalho atuam em escalas e que intervenções em pontos estratégicos da cidade podem — e devem — ser realizadas em horários alternativos, como durante a madrugada ou fora dos períodos de pico.
Em Ji-Paraná, a ponte sobre o Rio Machado representa um dos poucos acessos capazes de absorver o grande volume diário de veículos.

Por isso, especialistas e moradores defendem alternativas como a execução dos serviços em horários de menor movimento, uso de interdições parciais com melhor organização, apoio dos órgãos de trânsito e comunicação prévia à população.

A prevenção não pode se transformar em transtorno coletivo. Quando caminhões ocupam, sem planejamento adequado, um dos principais gargalos viários de Ji-Paraná em horário de pico, quem paga a conta é o trabalhador, preso no congestionamento e impedido de chegar em casa com dignidade.