Jovem é morta após ser submetida a “tribunal do crime”
Valentina Irene Alves da Silva, foi encontrada morta e enterrada em uma área de mata no bairro Tiradentes, em Marabá, no sudeste do Pará, na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, após oito dias desaparecida. A Polícia Civil revelou que a adolescente teria sido capturada por integrantes de uma facção criminosa, submetida ao chamado “tribunal do crime” — um julgamento clandestino — e torturada por aproximadamente 15 horas antes de ser executada.
📸 Motivação: uma foto mudou tudo
O crime teria começado após uma fotografia de Valentina fazendo gestos supostamente associados a uma facção criminosa ser compartilhada com integrantes de um grupo rival. Os criminosos passaram a suspeitar que a jovem tivesse ligação com a organização adversária e decidiram puni-la .
Valentina desapareceu na noite de 24 de agosto. Ela foi levada para uma área de mata, onde foi mantida amarrada e submetida a torturas durante cerca de 15 horas antes de ser assassinada a golpes de faca. O corpo foi localizado em uma cova rasa, nos fundos do Residencial Tiradentes, durante buscas realizadas por equipes da Polícia Civil.
👥 Três presos pelo crime
Três pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no assassinato :
– Adriele Vitória Silva dos Santos — apontada como uma das autoras dos golpes que mataram a adolescente
– Leonarda Sousa Silva, conhecida como “Léo”
– Jonas Mikael da Silva Rocha, conhecido como “Black” — companheiro de Adriele
Duas das prisões ocorreram por meio de mandados judiciais, e Jonas foi detido em flagrante. A Polícia Civil, sob o comando do delegado Antônio Mororó, continua investigando o caso e não descarta novas prisões .
O caso chocou o país e reacendeu o debate sobre a violência urbana e o poder das facções criminosas em áreas de fronteira e interior do Brasil. Valentina será velada e sepultada em Marabá.