Não era só o Maduro: Petróleo bilionário explica interesse dos EUA na Venezuela
Os Estados Unidos demonstram forte interesse na Venezuela por um motivo central: o país concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris, quase um quinto do total global. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA pretendem assumir o controle da indústria petrolífera venezuelana e atrair empresas americanas para investir bilhões de dólares na recuperação do setor, hoje sucateado.
Apesar do enorme potencial, a produção venezuelana está em baixa, girando em torno de 1 milhão de barris por dia, reflexo de sanções internacionais, crise econômica, má gestão e décadas sem manutenção da infraestrutura. Para voltar aos níveis máximos, seriam necessários investimentos estimados em US$ 58 bilhões e vários anos de trabalho.
O petróleo venezuelano é pesado e ácido, tipo essencial para a produção de diesel e outros derivados industriais — justamente um produto em escassez global. As refinarias americanas, inclusive, foram projetadas para processar esse tipo de petróleo, o que torna a Venezuela estrategicamente importante para os EUA.
Analistas avaliam que, no curto prazo, o impacto nos preços do petróleo deve ser limitado. A influência real no mercado global só ocorreria se a produção fosse ampliada de forma consistente, algo improvável antes de cinco a dez anos. Ainda assim, a possibilidade de reconstrução do setor petrolífero venezuelano pode redesenhar o equilíbrio energético mundial no longo prazo.
