Urgente
📍 Ji-Paraná - RO 26°C

Pai mata filho autista de 11 anos para não pagar pensão

Compartilhar no Facebook Compartilhar no WhatsApp

O assassinato do menino Arthur Davi, de apenas 11 anos, comoveu o país nesta semana. O pai da criança, Davi Piazza Pinto, confessou à Polícia Civil da Paraíba ter tirado a vida do próprio filho por asfixia, em João Pessoa (PB).

Morador de Santa Catarina, o homem se apresentou às autoridades após o crime e afirmou que o assassinato foi motivado por questões financeiras. Em depoimento, disse que cometeu o ato “por não conseguir arcar com a pensão alimentícia”, no valor de R$ 1,8 mil mensais.

“Queria se livrar da dívida”

De acordo com o delegado Bruno Germano, o autor relatou que decidiu “se livrar da dívida” e viajou até a Paraíba com a intenção de matar o filho. Após o homicídio, ele levou o corpo de Arthur até uma área de mata, no bairro Colinas do Sul, onde o enterrou em uma cova rasa.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi asfixia por sufocação. O corpo foi encontrado dentro de um saco plástico preto, parcialmente coberto por terra, e liberado para sepultamento no último domingo (2 de novembro).

Detalhes das investigações

As investigações indicam que Davi Piazza utilizou motoristas de aplicativo para ir e voltar do local onde ocultou o corpo. Um dos condutores, ao reconhecê-lo na televisão, procurou espontaneamente a polícia para prestar depoimento.

Segundo o delegado Thiago Cavalcanti, responsável pelo caso, “as investigações ainda não foram concluídas. Precisamos reunir mais informações para entender toda a dinâmica do crime”.

O pai teria ainda mentido à mãe de Arthur, afirmando que o menino estava bem e que viajariam juntos para Florianópolis.

Dor e revolta da mãe

A mãe da criança, Aline Lorena, contou que o ex-companheiro insistiu em passar um tempo com o filho. “Tudo foi muito combinado. Eu sentei com ele, expliquei como o Arthur era, comprei o que ele gostava de comer, arrumei a roupinha dele”, relatou emocionada.

Ela também se ofereceu para ajudar durante o período em que o menino estivesse com o pai, já que Arthur era autista e deficiente visual.

O sepultamento ocorreu na segunda-feira (3), no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa, sob forte comoção.

“O Arthur foi uma criança incrível. A gente batalhou a vida inteira por ele. O que aconteceu só cabe à Justiça agora”, disse Aline.

A Polícia Civil da Paraíba segue investigando o caso para esclarecer completamente a motivação e todas as circunstâncias que levaram à morte do menino.

erro: Atenção! Se fizer a cópia da matéria é obrigatório inserir a Fonte: Rondônia atual - Jean Lemos