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Polícia Federal apura homicídios de oito trabalhadores rurais em Rondônia

Polícia apura os assassinatos de Renato Nathan Gonçalves, Gilson Gonçalves, Élcio Machado, Dinhana Nink, Gilberto Tiago Brandão, Isaque Dias Ferreira, Edilene Mateus Porto e Daniel Roberto Stivanin. A investigação foi federalizada.

Rondônia/RO Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Candeias do Jamari e Ji-Paraná para esclarecer a morte de oito trabalhadores rurais e lideranças camponesas, no âmbito de investigação federalizada pelo STJ.

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A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público Federal, deflagrou, nesta terça-feira (14/4), operação policial, com o objetivo de apurar a morte de oito trabalhadores rurais e lideranças camponesas, vítimas de homicídios praticados em área rural, em contexto de conflito agrário, no estado de Rondônia.

A Justiça Federal da Seção Judiciária de Rondônia deferiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Velho, Candeias do Jamari e Ji-Paraná, com vistas à coleta de elementos probatórios destinados ao esclarecimento dos fatos, à identificação dos autores e à delimitação das circunstâncias dos crimes investigados.

O corpo do professor Renato Nathan Gonçalves, morto no distrito de JAcinópolis, e sepultado em Jaru, foi exumado pela Polícia Federal no ano passado. 

Edilene Mateus e Isaque Dias, foram assassinados na região de Alto Paraíso. Publicação da Revista Cenarium à época publicou que os dois denunciavam casos de grilagem de terras da União e lutavam pelos direitos dos moradores do Acampamento 10 de Maio. Eles foram assassinados em 13 de setembro de 2016, com tiros de escopeta.

As investigações têm origem em crimes cometidos entre 2009 e 2016, nos municípios de Buritis, Nova Mamoré, Porto Velho, Machadinho D’Oeste, Alto Paraíso e Ariquemes. As vítimas estavam envolvidas em denúncias relacionadas à ocupação ilegal de terras e atividades ambientais criminosas, e integravam movimentos de defesa de trabalhadores rurais no campo rondoniense.

Dinhana Nink, foi assassinada aos 27 anos, com um tiro no peito na frente do filho de seis anos, em Nova California. A casa e o bar dela foram queimados com tudo dentro (imagem: Agência Pública).

As investigações prosseguem sob a condução da Polícia Federal. Os crimes investigados configuram, em tese, homicídio doloso qualificado, com pena de 12 a 30 anos de reclusão, podendo os envolvidos responder também por associação criminosa, cuja pena varia de 1 a 3 anos de prisão.

Com 28 anos, o professor Renato Nathan Gonçalves Pereira era casado e pai de uma menina de 2 anos de idade. Ele foi executado quando retornava de Buritis para seu sítio em Campo Novo.

Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia com imagens Revista Cenarium

Matéria: Correio Central

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