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Policial acusado de matar cabo PM é condenado a 21 anos e perde a farda

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Durante o processo e o julgamento, a defesa de Thiago Gabriel alegou que ele havia misturado bebidas alcoólicas e medicamentos na noite dos fatos Em julgamento que se estendeu ao longo do dia e terminou no início da noite desta quarta-feira (08), o Tribunal do Júri de Porto Velho condenou o policial militar Thiago Gabriel Levino Amaral pelo assassinato do também policial militar, cabo Elder Neves de Oliveira, de 36 anos. ​O réu recebeu a pena de 21 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, além de ter decretada a perda do cargo público na Polícia Militar de Rondônia. ​O crime, que ficou conhecido na capital como o "Crime na Pinheiro", ocorreu na madrugada de 18 de janeiro de 2023 e causou forte comoção tanto na corporação quanto na sociedade rondoniense, dado o fato de que os dois militares eram amigos. ​De acordo com a denúncia do Ministério Público, o cabo Elder Neves foi executado com dois tiros na cabeça enquanto estava ao volante de sua caminhonete, após saírem de um bar na Avenida Pinheiro Machado. O conselho de sentença acolheu as qualificadoras apresentadas pela acusação, reconhecendo que o crime foi cometido por:​Motivo fútil: Originado por uma discussão banal semanas antes do crime. ​Meio cruel: Pela gravidade e violência dos disparos à queima-roupa. ​Recurso que dificultou a defesa da vítima: Elder foi surpreendido dentro do próprio veículo, sem chances de reação. ​Na madrugada do homicídio, mesmo gravemente ferido, o cabo Elder ainda tentou conduzir o automóvel, mas colidiu contra um carro estacionado e subiu em uma calçada. Quando o socorro e as guarnições chegaram, a vítima já estava inconsciente, com o pé travado no acelerador. ​Durante o processo e o julgamento, a defesa de Thiago Gabriel alegou que ele havia misturado bebidas alcoólicas e medicamentos na noite dos fatos, argumentando que o réu não se lembrava do ocorrido. Pedidos anteriores de exame de sanidade mental e a tentativa de retirada das qualificadoras já haviam sido negados pela Justiça. ​Com a decisão do júri popular nesta noite, o magistrado da 1ª Vara do Tribunal do Júri aplicou a dosimetria da pena fixada em 21 anos e determinou o perdimento da farda, oficializando a exclusão do condenado dos quadros da Polícia Militar. Thiago Gabriel, que já aguardava o julgamento preso, deixou o tribunal direto para o sistema penitenciário para dar início ao cumprimento da pena.