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Rondônia: Acadêmica de Direito é presa após acidente que matou motociclista

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Um motociclista ainda não identificado morreu após ser atingido por um Troller durante a madrugada desta sexta-feira (4), no bairro São João Bosco, região central de Porto Velho. A motorista do veículo, uma acadêmica de Direito de 26 anos, foi localizada posteriormente em sua residência e acabou presa.

O acidente aconteceu no cruzamento das ruas José Ribeiro Filho e Emil Gorayeb. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, moradores ouviram um forte barulho e, ao saírem de suas casas, encontraram a motocicleta caída e o condutor desacordado, com intenso sangramento.

A vítima foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao pronto-socorro João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram o momento da colisão. As imagens, entregues aos policiais por moradores, mostram o Troller amarelo trafegando pela rua José Ribeiro Filho e atingindo a motocicleta que seguia pela Emil Gorayeb.

Após a colisão, a motorista teria deixado o local sem prestar socorro. Uma placa do Troller foi encontrada nas proximidades, e o veículo acabou localizado cerca de duas quadras adiante, onde, conforme o registro, a condutora tentava fazê-lo funcionar.

Motorista admite consumo de cerveja

Localizada posteriormente, a motorista relatou que havia saído da faculdade e, depois, encontrado amigos em um restaurante, onde também estava seu marido. Segundo o boletim, ela admitiu ter consumido quatro copos de cerveja antes de assumir a direção do Troller para retornar para casa.

Ainda conforme o relato registrado, a mulher afirmou que seguia pela rua José Ribeiro Filho e, ao se aproximar do cruzamento com a Emil Gorayeb, engatou a quarta marcha e acelerou. Naquele momento, ocorreu a colisão com a motocicleta.

Após a batida, ela teria parado mais à frente, percebido a movimentação de moradores e, em seguida, deixado o local, seguindo para sua residência, situada na mesma rua.

A motorista foi submetida à avaliação dos policiais e apresentava sinais compatíveis com alteração da capacidade psicomotora. O teste do bafômetro foi oferecido, mas ela recusou.

O auto de constatação registrou sinais como hálito alcoólico, olhos vermelhos, sonolência, dispersão, exaltação, comportamento falante e dificuldade de equilíbrio.

Com a confirmação da morte do motociclista, a mulher foi presa. Inicialmente, a ocorrência foi registrada, em tese, como homicídio culposo na direção de veículo automotor e afastamento do local do acidente para fugir de eventual responsabilidade penal ou civil, sem prejuízo de outras apurações.

O Troller também estava com o licenciamento vencido e, conforme o registro, não foi removido naquele momento por falta de meios disponíveis para a retirada.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes, que irão apurar as circunstâncias da colisão e as responsabilidades relacionadas à morte do motociclista.