Veja quantos votos os famosos receberam nas urnas em 2026

As Eleições 2026 também foram marcadas pela presença de diversas personalidades conhecidas do público na disputa por cargos no Legislativo. Apresentadores de televisão, artistas, cantores, influenciadores digitais, ex-participantes de reality shows e nomes ligados ao esporte tentaram transformar a popularidade conquistada ao longo dos anos em votos nas urnas.
Com a apuração encerrada, porém, o resultado mostrou que fama não foi suficiente para garantir uma cadeira no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas. Alguns candidatos conseguiram votações expressivas, enquanto outros receberam números bem mais modestos.
Entre os nomes que chamaram atenção estão Datena, Matteus Amaral, Sikêra Jr., Silvia Abravanel, Rachel Sheherazade, Geraldo Luís, Tiririca, Caneta Azul, Inês Brasil, Antônia Fontenelle e Vanderlei Luxemburgo, entre outros.
Datena ultrapassou 51 mil votos, mas ficou de fora
O apresentador José Luiz Datena, candidato a deputado federal por São Paulo pelo PSB, recebeu pouco mais de 51 mil votos. Apesar da votação expressiva, não conseguiu uma das cadeiras disponíveis na Câmara dos Deputados.
Outro destaque foi o ex-BBB Matteus Amaral, que disputou uma vaga de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Ele recebeu 51.437 votos, mas terminou como suplente.
Sikêra Jr. também não conseguiu se eleger
O apresentador Sikêra Jr., candidato a deputado federal por São Paulo pelo Republicanos, recebeu 37.050 votos.
Mesmo com uma votação superior a 37 mil votos, o apresentador não conseguiu conquistar uma vaga na Câmara.
Silvia Abravanel e Rachel Sheherazade ficam sem mandato
A apresentadora Silvia Abravanel, filha do apresentador Silvio Santos, disputou uma vaga de deputada federal por São Paulo pelo PSD e recebeu aproximadamente 22,4 mil votos.
Já a jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade, também candidata a deputada federal por São Paulo pelo PSD, terminou a disputa com 22.453 votos.
Após o resultado, Sheherazade reconheceu a decisão das urnas e agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura.
Outros nomes conhecidos que ficaram de fora
A lista de famosos que tentaram uma vaga no Legislativo é extensa. Entre os resultados divulgados estão:
- Geraldo Luís (Avante) – 10.176 votos;
- Tiririca (PSD) – cerca de 5,5 mil votos;
- Manoel Gomes, o Caneta Azul (Avante) – 7.239 votos;
- MC Gui (PSD) – 7.378 votos;
- Sarah Poncio (Solidariedade) – 20.474 votos;
- Vivian Amorim (União Brasil) – cerca de 10,8 mil votos;
- Inês Brasil (PSB) – 3.145 votos;
- Antônia Fontenelle (PSDB) – cerca de 3,8 mil votos;
- Val Marchiori (Republicanos) – 5.025 votos;
- Andréa Sorvetão (Democracia Cristã) – 2.529 votos;
- Conrado (Democracia Cristã) – 2.282 votos;
- Humberto Martins (Democracia Cristã) – 1.124 votos;
- Marquito (PSD) – 1.595 votos;
- Edmundo (PSDB) – pouco mais de 35 mil votos;
- Vanderlei Luxemburgo (Podemos) – aproximadamente 68 mil votos.
Os números mostram uma grande diferença de desempenho entre os candidatos. Alguns ultrapassaram a marca de 50 mil votos, enquanto outros tiveram votações inferiores a 5 mil.
Houve também famosos que conseguiram a eleição
Se por um lado vários nomes conhecidos ficaram pelo caminho, outros conseguiram transformar a popularidade em mandato.
Entre os famosos que conquistaram vagas estão Thammy Miranda, eleito deputado estadual por São Paulo com 84.330 votos, e Mario Frias, que conseguiu a reeleição para deputado federal por São Paulo com 91.403 votos.
Também foram eleitos Luiz Philippe de Orleans e Bragança, com 187.743 votos, Danrlei, pelo Rio Grande do Sul, com 105.079 votos, e Thiago Gagliasso, pelo Rio de Janeiro, com 67.700 votos.
Outro resultado de destaque foi o de Celso Russomanno, que garantiu a reeleição para a Câmara dos Deputados por São Paulo com 138.827 votos.
Fama ajuda, mas urna decide
O resultado das Eleições 2026 deixa evidente que a notoriedade conquistada na televisão, na música, no esporte ou nas redes sociais pode ajudar a tornar uma candidatura conhecida, mas não garante, por si só, uma vaga no Legislativo.
A votação depende também da campanha, do partido, da composição das chapas e das regras do sistema eleitoral proporcional. Por isso, candidatos com dezenas de milhares de votos podem acabar como suplentes ou não serem eleitos, enquanto outros conseguem conquistar uma cadeira conforme o desempenho de suas legendas.
Com 100% das urnas apuradas, os resultados mostram mais uma vez que, nas eleições, é o voto depositado nas urnas que transforma popularidade em mandato.
