Após críticas, concessionária da BR-364 defende pedágio e diz que estrada ruim custa mais ao bolso do motorista
📌 1. Contexto da Situação
Após o início da cobrança de pedágio na BR-364 (trecho entre Porto Velho e Vilhena), a concessionária Nova 364 passou a ser alvo de uma forte reação popular e críticas nas redes sociais e na imprensa. A tarifa praticada foi apontada por comparativos como uma das mais altas do Brasil por 100 km.
O principal motivo de insatisfação é que a cobrança começou antes das grandes obras estruturais previstas no contrato serem realizadas, o que gerou a percepção de que a população começou a pagar sem ver melhorias visíveis na rodovia.
💰 2. Defesa da Concessionária: “Custo Invisível”
Para justificar o valor do pedágio, a Nova 364 apresentou um posicionamento público com o seguinte argumento:
📊 Principais justificativas da concessionária
- A empresa afirma que a tarifa, embora considerada alta, é menor do que os prejuízos causados pela má qualidade da rodovia.
- Usa dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 para mostrar que uma grande parte da malha viária em Rondônia está em condições “regulares” ou piores, o que eleva o custo operacional dos transportadores.
- 61,8% das rodovias são classificadas como “regulares”
- 14,1% como “ruins” ou “péssimas”
- A concessionária afirma que a má qualidade do pavimento eleva o custo operacional em 38,1%, acima da média nacional (31,2%).
- O pedágio, segundo a empresa, representa um acréscimo de aproximadamente 12% nos custos — percentual inferior ao “custo invisível” alegado.
🛣️ 3. Investimentos e Resultados Alegados
A Nova 364 também defendeu seus investimentos:
- Afirma ter investido cerca de R$ 360 milhões nos primeiros 100 dias de operação, desde agosto de 2025, com foco em reduzir os custos gerados pela precariedade da estrada.
- A concessionária argumenta que o pedágio deve trazer benefícios como:
- redução de acidentes
- maior previsibilidade logística
- mais segurança para usuários.
Além disso, a empresa cita dados econômicos, como o consumo excessivo de diesel (27,1 milhões de litros) que teria gerado um prejuízo estimado em R$ 155,65 milhões aos transportadores devido às condições da rodovia em 2025.
📉 4. Críticas e Reações Públicas
Apesar da defesa baseada em números, muitos motoristas e moradores manifestaram insatisfação:
- Rejeição popular nas redes sociais, com críticas ao fato de o pedágio ter começado antes das obras prometidas.
- Comparativos que circulam nas redes apontam Rondônia como um estado com tarifas médias de pedágio entre as mais altas do país, reforçando a narrativa de “pedágio mais caro do Brasil”.
- A percepção dominante entre muitos cidadãos é que o contrato começou “pelo bolso”, não pelas entregas.
Comentários de usuários ilustram esse sentimento, com reclamações sobre buracos, custos adicionais sem melhorias, e pedidos de devolução dos valores pagos.
📊 5. Ponto Central do Debate
A discussão gira em torno de duas questões principais:
✅ Argumento da concessionária
O pedágio é uma forma de corrigir um problema antigo — as más condições da rodovia — e, ao longo do tempo, pode trazer benefícios estruturais e econômicos.
❌ Percepção da população
A cobrança iniciou antes das obras e sem mudanças visíveis, o que reforça a ideia de que os usuários estão pagando por melhorias que ainda não foram entregues.
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