EX-MORADORA DE JI-PARANÁ DENUNCIA 34 ANOS DE AGRESSÕES E RELATA TER PERDIDO GÊMEOS APÓS VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM MT

Uma mulher de 51 anos denunciou o companheiro por agressão física e ameaças de morte após um episódio de violência doméstica registrado no domingo (11), em Comodoro, município de Mato Grosso localizado na divisa com Rondônia. Segundo o relato da vítima, o relacionamento, que dura aproximadamente 34 anos, foi marcado por agressões, humilhações e ameaças.
O caso chama a atenção também em Rondônia, já que a mulher contou que morou com o companheiro em Ji-Paraná, onde chegou a registrar uma ocorrência policial e solicitar medidas protetivas em 2019. Apesar da denúncia feita na época, os dois retomaram o relacionamento posteriormente.
De acordo com as informações divulgadas pelo portal Folha do Sul, com base em publicação do VGN, o suspeito, identificado pelas iniciais A.S.B., foi preso em flagrante após a ocorrência mais recente.
AGRESSÃO TERIA COMEÇADO APÓS DISCUSSÃO
Conforme o depoimento da vítima, a agressão mais recente aconteceu depois que o companheiro retornou de uma viagem a Ji-Paraná. Os dois teriam iniciado uma discussão motivada por acusações de infidelidade.
Durante o desentendimento, o homem teria dirigido ofensas à mulher e dado um tapa em seu rosto. Policiais militares que atenderam à ocorrência constataram vermelhidão no lado esquerdo da face da vítima.
Após o episódio, a mulher enviou uma mensagem ao sobrinho relatando o que havia acontecido. Preocupado com a situação, ele acionou a Polícia Militar, que compareceu à residência do casal, localizada no bairro Nossa Senhora de Fátima.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Comodoro. Segundo as informações divulgadas, a prisão em flagrante foi confirmada por suspeita de lesão corporal contra a mulher e injúria no contexto de violência doméstica.
VÍTIMA RELATA DÉCADAS DE VIOLÊNCIA
Em depoimento, a mulher afirmou que os primeiros dez anos do relacionamento foram tranquilos. Depois desse período, entretanto, a convivência teria passado a ser marcada por discussões frequentes, ciúmes, ofensas e agressões físicas.
Segundo ela, o companheiro a acusava repetidamente de manter relacionamentos com outros homens. Ao longo dos anos, as agressões teriam incluído tapas, chutes e empurrões.
A vítima também relatou que, após o companheiro passar por uma cirurgia cardíaca há aproximadamente um ano, as agressões físicas teriam cessado. As ofensas verbais e as ameaças, porém, teriam continuado.
MULHER RELATA PERDA DE GESTAÇÕES
Um dos pontos mais graves do depoimento envolve as perdas gestacionais que a mulher atribui às agressões sofridas durante o relacionamento.
Segundo o relato, ela perdeu bebês após episódios de violência durante a gravidez. Em uma das situações descritas, afirmou que estava grávida de aproximadamente seis meses de gêmeos quando teria recebido chutes na barriga.
Até o momento, as informações divulgadas não apresentam comprovação médica de que as agressões tenham provocado as perdas gestacionais. A relação entre os episódios relatados e as perdas precisa ser apurada pelas autoridades competentes.
AMEAÇAS TERIAM ENVOLVIDO A FILHA
A mulher também afirmou que era ameaçada de morte pelo companheiro e que ele dizia que mataria a filha dela caso fosse denunciado à polícia.
Conforme o depoimento, a jovem foi criada pelo suspeito desde a infância e teria presenciado episódios de violência dentro de casa. A vítima relatou ainda que a filha chegou a fugir da residência quando tinha aproximadamente 13 anos, por medo do comportamento do padrasto.
Atualmente, a jovem mora em Rondônia.
CASO TAMBÉM TEM HISTÓRICO EM JI-PARANÁ
O relato da mulher aponta que a violência não teria começado recentemente. Em 2019, quando ainda morava com o companheiro em Ji-Paraná, ela registrou uma ocorrência policial e solicitou medidas protetivas.
Posteriormente, os dois reataram o relacionamento, que, segundo a vítima, continuou marcado por ameaças e outros episódios de violência ao longo dos anos.
O caso reforça a importância de denunciar situações de violência doméstica e buscar ajuda das autoridades. No Brasil, mulheres que estejam em situação de risco podem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 também oferece orientação e atendimento para mulheres vítimas de violência.
Fonte: folhadosulonline
