Avião com família de Rondônia cai na Transamazônica; criança de 5 anos passa por cirurgia de emergência
Pai, mãe grávida de nove semanas e filha estavam na aeronave que caiu em Humaitá, no Amazonas. Família seguia para Ariquemes, em Rondônia.
Um grave acidente aéreo envolvendo três pessoas da mesma família foi registrado na manhã deste domingo, 1º de novembro de 2026, no quilômetro 80 da BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, no município de Humaitá, sul do Amazonas. A aeronave de pequeno porte caiu nas proximidades de um restaurante, ficando destruída em uma área de vegetação às margens da rodovia.
No avião estavam Elson Fagundes de Oliveira, de 45 anos, sua esposa, Marcela Pereira Pinheiro, de 35 anos, grávida de nove semanas, e a filha do casal, Beatriz Pinheiro Fagundes, de apenas 5 anos. A família é da região de Ariquemes, em Rondônia, município apontado como destino da viagem.
De acordo com as informações divulgadas, a aeronave era pilotada pelo pai da criança. Durante a ocorrência, o avião acabou caindo em uma área próxima à rodovia. Imagens registradas por moradores mostram os destroços espalhados entre a vegetação, evidenciando a intensidade do impacto.
Equipes de emergência foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas. Duas ambulâncias foram deslocadas para a região, enquanto profissionais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foram acionados.
Os três ocupantes foram encaminhados ao Hospital Regional de Humaitá, onde receberam atendimento médico de emergência.
A situação mais delicada envolveu a menina de 5 anos, que sofreu uma lesão abdominal grave, incluindo comprometimento do diafragma, e precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência.
Após o procedimento e a estabilização clínica, a criança foi transferida para Porto Velho, capital de Rondônia, para continuidade do acompanhamento médico especializado.
Segundo informações divulgadas com base em comunicado da Prefeitura de Humaitá, os pais receberam atendimento hospitalar e apresentavam quadro de saúde estável, permanecendo conscientes e sob observação médica. A mãe, que está no início da gestação, também recebeu acompanhamento da equipe de saúde.
Levantamentos realizados a partir dos registros aeronáuticos apontam que o avião envolvido no acidente possuía prefixo PU-BLR, modelo Ubiratan de Mello Conquest 180, classificado como aeronave experimental de construção amadora.
Conforme os dados divulgados, a aeronave estava registrada em nome de Marcela Pereira Pinheiro, que constava como proprietária e operadora. A aquisição havia ocorrido em 18 de setembro de 2026, pouco mais de um mês antes do acidente.
O avião possuía autorização para operações em condições de voo visual durante o dia, mas não estava habilitado para atividades de táxi aéreo, instrução de voo ou serviços aéreos especializados.
Uma informação divulgada com base em comunicado municipal aponta que uma rajada de vento teria atingido a aeronave durante a decolagem, fazendo com que ela alcançasse a copa de uma árvore. Entretanto, essa circunstância ainda depende de confirmação pela investigação aeronáutica.
As autoridades responsáveis deverão apurar os fatores que contribuíram para a queda, incluindo as condições meteorológicas, operacionais e técnicas da aeronave.
O acidente mobilizou equipes de resgate e profissionais de saúde da região. Apesar da gravidade da ocorrência e dos danos sofridos pelo avião, os três ocupantes foram resgatados com vida.
Até as atualizações consultadas nesta segunda-feira (2), não havia sido divulgado um novo boletim médico detalhado sobre a evolução da recuperação da criança após sua transferência para Porto Velho.


Deixe seu comentário
Seu comentário será analisado pela equipe antes de ser publicado.