Bebê declarado morto passa 13 horas em saco e “acorda” durante sepultamento em Rio Branco

O recém-nascido prematuro foi dado como morto por uma equipe médica, mas surpreendeu familiares ao chorar dentro do caixão, durante o enterro.
Um caso inacreditável mobilizou equipes policiais e profissionais de saúde em Rio Branco. Um bebê prematuro, declarado morto pela equipe médica da Maternidade Bárbara Heliodora, apresentou sinais de vida durante o próprio sepultamento, no Cemitério Morada da Paz, localizado na região do Calafate.
O recém-nascido, identificado como José Pedro, é filho de Marcos dos Santos Fernandes e Sabrina Souza da Costa, casal natural do município de Pauini, no interior do Amazonas. O casal havia chegado à capital acreana após Sabrina apresentar complicações na gravidez. Segundo o pai, a gestante deu entrada na maternidade com sangramento, e os médicos decidiram induzir o parto, já que ela estava com apenas cinco meses de gestação.
Após o parto, o bebê nasceu prematuro e teve o óbito constatado pela obstetra responsável, sendo o corpo encaminhado ao necrotério, embalado em um saco plástico — procedimento padrão após a declaração de morte.
A empresa funerária Morada da Paz foi acionada e realizou o preparo do corpo para o sepultamento. Durante a cerimônia, já no cemitério, familiares ouviram um choro vindo de dentro do caixão. Ao abrirem, perceberam que o bebê estava vivo. O momento foi registrado em vídeo pelos presentes e gerou comoção entre os que acompanhavam o enterro.
Diante do desespero, os familiares interromperam o sepultamento e levaram o recém-nascido de volta à maternidade no carro de uma funcionária do cemitério. A criança, que apresentava sinais de hipotermia, foi encaminhada com urgência à UTI neonatal, onde permanece internada em estado grave.
A tia do bebê, Maria Aparecida, relatou que o corpo ficou no necrotério durante toda a noite após a suposta morte.
“Ele ficou dentro de um saco durante a noite toda. Só percebemos que estava vivo quando começou a chorar no cemitério”, contou.
O tenente Israel, da Polícia Militar, confirmou o ocorrido e informou que os profissionais que assinaram o atestado de óbito não estavam na unidade quando a polícia chegou. Eles deverão ser ouvidos pela Polícia Civil.
O documento de óbito foi assinado pela médica Jhersyka Kessis Gonçalves Carvalho Campos (CRM 3292/AC), formada em 2022 e registrada no Conselho Regional de Medicina do Acre desde fevereiro de 2024.
O pai da criança registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A Polícia Civil informou que uma investigação foi aberta para apurar possíveis falhas, negligência ou erro médico no caso.
Fonte: acre24horas