Bizarro: Influencer aplica 20 seringas de preenchimento labial sozinha após clínicas recusarem atendimento por risco à saúde
Uma mulher de 28 anos, conhecida nas redes sociais como Sofia Lips, chamou a atenção ao revelar que realizou por conta própria a aplicação de 20 seringas de preenchimento labial em uma única sessão. A decisão foi tomada depois que estabelecimentos de estética recusaram atendê-la, alertando que os tecidos de seus lábios já estavam excessivamente esticados e que novas aplicações poderiam causar danos irreversíveis à saúde.
Segundo a influenciadora, ela procurou diversas clínicas com o objetivo de aumentar ainda mais o volume dos lábios, mas recebeu sempre a mesma resposta negativa. Não convencida, decidiu investir cerca de 500 libras, aproximadamente R$ 3.500, em um curso online de seis semanas sobre aplicação de preenchimentos e toxina botulínica. Em seguida, comprou pela internet, de um fornecedor sediado na Coreia do Sul, o material necessário e realizou todo o procedimento em casa, sem supervisão profissional.
Logo após a aplicação, os lábios ficaram extremamente inchados e esticados, ao ponto de ela relatar ter tido dificuldade para se alimentar e beber água. Mesmo com o desconforto inicial, dias depois declarou-se satisfeita com o resultado e chegou a afirmar que se sente preparada para aplicar o procedimento em outras pessoas.
O caso acendeu o alerta entre especialistas. Médicos e profissionais da área de saúde estética explicam que a aplicação de preenchedores sem formação adequada pode causar complicações graves, como necrose tecidual por comprometimento da circulação sanguínea, risco de embolia que pode levar à cegueira ou até à morte, infecções decorrentes de procedimentos sem assepsia correta e deformidades permanentes que exigem intervenção cirúrgica para reparo.
No Brasil, a Anvisa reforça que produtos preenchedores são classificados como materiais de alto risco, devendo ser aplicados exclusivamente por profissionais devidamente habilitados, com produtos registrados no órgão de vigilância sanitária. A compra de insumos pela internet e a realização de procedimentos estéticos em casa sem acompanhamento médico são consideradas práticas que colocam em risco a integridade física das pessoas.