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Sargento da PM é condenado a 123 anos de prisão por matar esposa com 51 facadas e tentar matar a própria filha

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O sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho foi condenado a 123 anos e quatro meses de prisão pelo feminicídio da esposa, Amanda Fernandes Carvalho, e pela tentativa de homicídio qualificado contra a própria filha. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri de Santos, no litoral de São Paulo, após dois dias de julgamento, encerrado na quinta-feira (15).

O crime aconteceu em 7 de maio de 2025, dentro de uma clínica médica. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Amanda foi atingida por disparos de arma de fogo e sofreu 51 golpes de faca. A filha do casal também foi baleada, mas sobreviveu.

Penas somam mais de 123 anos

Conforme a sentença, Samir recebeu 90 anos de prisão pelo feminicídio da esposa e outros 33 anos e quatro meses pela tentativa de homicídio qualificado contra a filha.

A decisão também determinou a perda da graduação militar e do poder familiar sobre a criança. O condenado deverá pagar indenização de R$ 100 mil aos herdeiros de Amanda e R$ 50 mil à filha.

Como aconteceu o crime

De acordo com os relatos apresentados sobre o caso, Amanda e a filha estavam em uma clínica dermatológica quando Samir chegou ao estabelecimento. Diante da situação, a mulher procurou se proteger em uma sala médica, enquanto funcionários acionavam a polícia.

O consultório foi trancado na tentativa de impedir a entrada do agressor. Policiais militares compareceram ao local e fizeram uma abordagem inicial do sargento. Depois que a porta foi aberta, Samir teria conseguido acessar uma arma de fogo que estava em uma sala próxima.

Na sequência, ocorreram os disparos e o ataque contra Amanda com golpes de faca. A mulher morreu no local, enquanto a filha foi socorrida e precisou de atendimento hospitalar.

Histórico de violência foi discutido no julgamento

Durante o julgamento, a acusação apresentou informações sobre um registro de violência doméstica feito em 2015, no qual Amanda teria relatado agressões anteriores. O histórico foi utilizado para contextualizar a relação entre o casal.

A defesa sustentou que o réu não teria plena consciência dos próprios atos no momento do crime e informou que pretende recorrer da condenação.

A sentença representa a responsabilização criminal de Samir pelos dois crimes reconhecidos pelo Tribunal do Júri. O caso também levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados pelos policiais que atenderam à ocorrência, cuja atuação foi objeto de apuração.