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Polícia

🚨 PF FECHA CABARÉ E PRENDE DUAS CAFETINAS POR EXPLORAÇÃO SEXUAL E TRABALHO ESCRAVO EM RONDÔNIA

Uma operação conjunta realizada pela Polícia Federal, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública da União resultou no fechamento de um cabaré e na prisão em flagrante de duas mulheres acusadas de explorar sexualmente outras mulheres e mantê-las em condições análogas à escravidão em Rondônia.

A ação ocorreu no distrito de Vista Alegre do Abunã, localizado a cerca de 400 quilômetros de Porto Velho. Segundo as investigações, o esquema funcionava nos fundos de um estabelecimento que, na parte da frente, operava como um bar comum.

Durante a fiscalização, as equipes encontraram quatro mulheres vivendo em situação de extrema vulnerabilidade, entre elas uma adolescente de apenas 17 anos. Conforme a Polícia Federal, as vítimas moravam e trabalhavam no local, sendo submetidas a regras rígidas e a um sistema que dificultava sua saída do estabelecimento.

Os investigadores apreenderam cadernos contendo registros detalhados dos programas realizados, multas internas e o controle das dívidas atribuídas às trabalhadoras. De acordo com o relatório da operação, as mulheres eram obrigadas a assumir despesas com transporte, alimentação, hospedagem e até consumo de bebidas, gerando um ciclo de endividamento permanente.

As autoridades apontam que esse mecanismo fazia com que as vítimas permanecessem dependentes financeiramente do estabelecimento, limitando seu direito de ir e vir. No caso da adolescente resgatada, a investigação revelou que ela havia sido recrutada em outro estado e teve os custos de deslocamento imediatamente lançados como dívida ao chegar em Rondônia.

Ainda segundo a PF, havia uma divisão de funções dentro do esquema. A proprietária seria responsável pelo recrutamento das mulheres e pela administração financeira, enquanto a gerente cuidava da fiscalização diária, controle do caixa e aplicação de sanções internas.

As duas mulheres foram presas em flagrante e poderão responder por crimes relacionados à exploração sexual, favorecimento da prostituição e redução de pessoas à condição análoga à de escravo. As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.

O caso causou forte repercussão em Rondônia e reforça o combate das autoridades contra organizações criminosas que exploram mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

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