Justiça condena autor da chacina de Sinop a pagar pensão e indenização à filha de vítima
A Justiça de Sinop voltou a responsabilizar Edgar Ricardo de Oliveira, autor da chacina que matou sete pessoas em um bar da cidade, em fevereiro de 2023. Desta vez, a decisão determinou o pagamento de pensão mensal e indenização de R$ 200 mil à filha de uma das vítimas do massacre que chocou o país.
A sentença foi proferida pelo juiz Cristiano dos Santos Fialho, da 3ª Vara Cível de Sinop, em ação movida pela filha de Elizeu Santos da Silva, uma das vítimas executadas durante a chacina registrada no “Bruno Snooker Bar”. Pela decisão, Edgar deverá pagar pensão equivalente a dois terços do salário mínimo até que a jovem complete 25 anos, além da indenização por danos morais.
O magistrado destacou que a condenação criminal definitiva tornou indiscutível a responsabilidade de Edgar pelos homicídios. A Justiça também reconheceu o impacto emocional causado pela morte violenta do pai da adolescente, ressaltando o sofrimento permanente provocado pela tragédia.
A chacina aconteceu na tarde de 21 de fevereiro de 2023 e ganhou repercussão nacional pela brutalidade das execuções. Segundo as investigações, Edgar Ricardo de Oliveira perdeu cerca de R$ 4 mil em apostas de sinuca para Getúlio Rodrigues Frazão Júnior. Revoltado com a derrota, ele deixou o local e retornou armado junto com Ezequias Souza Ribeiro.
Imagens das câmeras de segurança mostraram o momento em que as vítimas foram rendidas dentro do bar. Enquanto Ezequias apontava uma arma para as pessoas, Edgar buscou uma espingarda na caminhonete e iniciou os disparos. Sete pessoas morreram, entre elas a adolescente Larissa Frazão de Almeida, de apenas 12 anos.
As vítimas foram identificadas como Maciel Bruno de Andrade Costa, Orisberto Pereira Sousa, Elizeu Santos da Silva, Getúlio Rodrigues Frazão Júnior, Josué Ramos Tenório, Adriano Balbinote e Larissa Frazão de Almeida.
Em outubro de 2024, Edgar foi condenado pelo Tribunal do Júri a 136 anos, 3 meses e 20 dias de prisão em regime fechado pelos crimes cometidos. Durante o julgamento, o Ministério Público classificou o massacre como uma das maiores barbaridades já registradas em Mato Grosso.
O comparsa Ezequias Souza Ribeiro morreu em confronto com policiais militares dias após o crime. Já Edgar segue preso na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.
Apesar de o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ter retirado posteriormente a indenização coletiva de R$ 200 mil destinada às famílias das vítimas por questões processuais, a nova decisão cível garantiu reparação específica à filha de Elizeu Santos da Silva. 