Com depressão, Torres pede para ficar preso na PF ou em batalhão da PM
Condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir a eventual pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, ou no Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da PM do DF. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (24/11) ao ministro Alexandre de Moraes.
Na petição, a defesa afirma que Torres trata um quadro de depressão desde a prisão, em janeiro de 2023, e faz uso contínuo dos medicamentos venlafaxina (antidepressivo) e olanzapina (antipsicótico). Segundo os advogados, a condição psicológica do ex-ministro tornaria “incompatível” seu recolhimento em um presídio comum, por risco à integridade física e psíquica.
O documento também sustenta que Torres enfrenta risco elevado no sistema prisional em razão de sua carreira. Delegado da Polícia Federal há mais de duas décadas, o ex-ministro ocupou cargos de alta exposição e atuou no enfrentamento ao crime organizado.
Quando era secretário de Segurança do DF, Torres chegou a sofrer ameaças de morte, o que, na época, levou ao reforço de sua segurança pessoal.
O pedido aguarda análise do ministro Alexandre de Moraes.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Anderson Torres a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Do total, são 21 anos e seis meses de reclusão e 2 anos e seis meses de detenção.