Justiça Mantém Prisão de Mulher Acusada de Matar Ex-Companheiro por Envenenamento em Chupinguaia
A Justiça de Rondônia decidiu manter a prisão preventiva de Gislaine Ferreira de Oliveira, comerciante suspeita de ter provocado a morte do ex-companheiro por meio de envenenamento em Chupinguaia.
Gislaine permanece detida em Vilhena após audiência de custódia, onde a liberdade provisória foi negada. Ela é apontada como principal suspeita no caso que chocou a comunidade local.
Investigação e Causa do Crime
Segundo as investigações, há fortes indícios de que Gislaine teria envenenado o comerciante Miguel Bet Castilho Mamani no dia 12 de setembro de 2025. A suspeita é de que a substância tóxica — possivelmente colocada em uma marmita — tenha causado a morte de Miguel.
A exumação do corpo da vítima foi realizada pelos peritos da Polícia Judiciária, que confirmaram a causa do óbito por envenenamento.
Defesa Busca Contraprova Pericial
A defesa de Gislaine, representada pelo advogado criminalista Luís Serafim, informou que irá recorrer da decisão que manteve a prisão. A estratégia consiste em solicitar uma contraprova pericial para contestar a tese de que a substância usada foi “chumbinho” — veneno de rato — e, assim, tentar gerar dúvidas sobre a causa técnica da morte.
Histórico de Conflitos no Relacionamento
A investigação também aponta um histórico de conflitos entre Gislaine e a vítima, com registros de boletins de ocorrência por violência doméstica e ameaças mútuas. Relatos da polícia indicam episódios de agressões e conflitos intensos entre o casal, embora o processo tramite sob segredo de Justiça.
Próximos Passos
Gislaine segue à disposição da Justiça em Vilhena enquanto o inquérito policial prossegue. As perícias laboratoriais e novas diligências serão determinantes para aprofundar a apuração dos fatos e possíveis responsabilidades criminais.
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