Repercussão

Repercussão: Padrasto orientava mãe por WhatsApp sobre como torturar bebê com água quente

Um bebê de apenas 1 ano de idade foi vítima de tortura sistemática durante pelo menos quatro meses em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, pela própria mãe, Ana Julia de Carvalho Neves, de 20 anos, e pelo padrasto, Thiago Willians Gutian Leal, de 33 anos. O casal foi preso preventivamente na segunda-feira, 31 de agosto de 2026, acusado de tortura e tentativa de homicídio. Mensagens de WhatsApp interceptadas pela Polícia Civil revelam que o homem orientava a mulher sobre como praticar as violências contra a criança.

📱 Mensagens revelam orientações detalhadas

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Segundo o delegado responsável pelo caso, nas conversas trocadas entre o casal, o padrasto orientava a mãe a submergir o rosto do bebê em uma bacia com água quente, repetidamente, em intervalos de cinco minutos. Os dois também combinavam de aumentar o volume da televisão ou do rádio para mascarar o choro da criança e não atrair a atenção dos vizinhos.

⚠️ As violências sofridas pela criança

A investigação da Polícia Civil constatou que o menino foi submetido a uma série de agressões físicas e psicológicas:

– Submersões repetidas do rosto em água quente
– Agressões com colher de pau pelo corpo
– Privação de sono
– Administração de Diazepam (medicamento controlado) sem prescrição, para sedar a criança
– Caminhadas forçadas durante a madrugada
– Isolamento em banheiro, nua, como forma de castigo
– Enforcamento e sufocamento com toalha
– Gelo sobre ferimentos para tentar ocultar marcas de agressões

🏥 O caso veio à tona em junho

O primeiro sinal de alerta ocorreu em 19 de junho de 2026, quando o bebê deu entrada no hospital com traumatismo craniano grave e hematoma subdural. À época, o casal alegou que a criança havia caído da cama. O menino ficou um mês internado na UTI, e exames médicos revelaram múltiplas lesões incompatíveis com uma simples queda, o que motivou a abertura de investigação.

⚖️ Prisão e medidas protetivas

A Justiça decretou a prisão preventiva do casal. O bebê foi retirado da guarda da mãe e está sob os cuidados do pai biológico. O Conselho Tutelar e a Vara da Infância e Juventude acompanham o caso, que também poderá resultar na perda do poder familiar da mãe. As penas para os crimes de tortura e tentativa de homicídio podem chegar a mais de 20 anos de reclusão.

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